Nelson Tanure concluiu a venda dos principais ativos da Ligga Telecom para a Brasil TecPar, em uma transação estimada em R$ 500 milhões. O negócio inclui contratos de internet banda larga por fibra óptica para residências, empresas e órgãos públicos, pagos parcialmente em dinheiro e debêntures conversíveis.
A Ligga mantém ativos importantes, como créditos, imóveis e a operação de 5G, que está sendo negociada separadamente com a Unifique. A Brasil TecPar, fundada no Rio Grande do Sul e com 31 anos de atuação, recebeu investimento recente de R$ 300 milhões da Macquarie Capital para consolidar o mercado de banda larga.
A aprovação da venda depende das autorizações do Cade e da Anatel, além de outras condições contratuais. A operação também envolve o pagamento de dívidas e execuções relacionadas às garantias oferecidas por Tanure na compra da Ligga em 2020.
Nelson Tanure formalizou a venda dos principais ativos da Ligga Telecom para a Brasil TecPar por cerca de R$ 500 milhões, segundo fontes consultadas pelo Brazil Journal. A transação inclui contratos de serviços de internet banda larga via fibra óptica para residências, empresas e órgãos públicos.
A operação será quitada parcialmente em dinheiro, com a maior parcela sendo paga por meio de debêntures conversíveis da Brasil TecPar. A empresa também assumirá uma debênture da Ligga estimada em R$ 1 bilhão, aguardando aprovação dos debenturistas.
A Ligga, maior provedora de internet no Paraná, permanece com ativos significativos, incluindo créditos, imóveis, caixa e a operação de 5G. Quanto ao segmento de 5G, Tanure está em negociações separadas com a Unifique, que demonstrou interesse neste negócio específico, o qual não integrava o pacote vendido à Brasil TecPar.
Fundada no Rio Grande do Sul e atuando há 31 anos, a Brasil TecPar tem foco em consolidar o mercado de banda larga e recebeu R$ 300 milhões em investimento da Macquarie Capital no ano passado.
Tanure adquiriu o controle da Ligga em 2020, financiado por um empréstimo de R$ 1,2 bilhão com garantias acionárias. Devido a atrasos no pagamento de juros que ultrapassaram R$ 1,3 bilhão, garantias adicionais foram oferecidas, envolvendo ações da Light e Alliança Saúde. Recentemente, credores executaram essas garantias, mas esperam o fechamento da venda para decidir sobre a dívida do controlador. A aprovação da operação dependerá de aval do Cade e da Anatel, além de outras condições contratuais.
Via Brazil Journal