Após rejeição da Suprema Corte dos EUA, Trump anuncia aumento das tarifas globais para 15%

Suprema Corte dos EUA barra tarifas de Trump; ex-presidente anuncia aumento para 15% em resposta ao veto.
21/02/2026 às 18:43 | Atualizado há 5 horas
               
Presidente rejeita decisão da Suprema Corte e declara não precisar do Congresso. (Imagem/Reprodução: Olhardigital)

A Suprema Corte dos EUA rejeitou, na última sexta-feira, as tarifas de importação impostas por Donald Trump, alegando que ele ultrapassou sua autoridade legal ao aplicar os impostos sem aprovação do Congresso.

Em resposta, Trump anunciou que pretende elevar as tarifas globais para 15%, como forma de retaliação e para reforçar sua plataforma econômica. A medida está prevista para entrar em vigor no dia 24 de fevereiro e valer por 150 dias.

Apesar da controvérsia, Trump afirma que o aumento está respaldado na legislação vigente, mesmo sem o aval do Congresso, o que contraria a interpretação dos juízes da Suprema Corte.

Na última sexta-feira, a Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou os impostos tarifários que o ex-presidente Donald Trump havia implementado no ano passado. Segundo o tribunal, Trump ultrapassou sua autoridade legal ao aplicar essas tarifas sem a aprovação do Congresso, votando seis contra três. Em resposta à decisão, Trump anunciou no sábado em seu perfil da Truth Social que pretende aumentar para 15% as tarifas globais de importação nos EUA.

Originalmente, a taxa aplicada por Trump era de 10%. No entanto, com o veto da Suprema Corte, ele planeja intensificar a cobrança como forma de retaliação. O presidente defende as tarifas como parte crucial da sua plataforma para “tornar a América grande novamente”, e garante que o aumento para 15% está amparado pela legislação vigente.

A nova tarifa deve passar a valer a partir do dia 24 de fevereiro e incidirá sobre todos os produtos importados. Essa medida terá validade por 150 dias, período em que o governo buscará o respaldo do Congresso. Mesmo assim, Trump declarou que acredita não ser necessário o aval do Congresso, informação que contraria a interpretação dos juízes do Supremo.

A decisão do tribunal baseou-se no uso inadequado da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, que autoriza o presidente a intervir no comércio após declarar uma emergência. Para os juízes, Trump teria abusado dessa legislação para impor as tarifas unilateralmente.

Via Olhar Digital

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