Pesquisa da Heach Recursos Humanos revela que muitos profissionais diversos participam de reuniões, mas não têm poder real nas decisões. O medo de retaliação faz com que essas pessoas se calem, restringindo sua influência.
O Índice de Diversidade com Poder aponta baixa inclusão efetiva, especialmente na liderança intermediária. Essa situação gera desengajamento e alta rotatividade, prejudicando a inovação e a continuidade das organizações.
Especialistas alertam para a necessidade de mudanças na estrutura organizacional que garantam poder decisório real a profissionais diversos, fortalecendo a diversidade e o ambiente corporativo.
Embora muitas empresas tenham adotado o discurso da diversidade, a pesquisa “Diversidade sem Poder: quem entra, mas não decide”, da Heach Recursos Humanos, aponta que o real poder decisório ainda está distante de profissionais diversos. O estudo revela que esses colaboradores frequentemente se calam, temendo retaliações, o que limita sua participação efetiva nas decisões.
O levantamento, realizado com 1.250 profissionais de companhias com mais de 100 empregados, indica que 68% deles participam de reuniões estratégicas, mas não têm poder decisório. Além disso, 61% dizem que suas opiniões dificilmente alteram decisões já definidas, e 57% só são consultados para validar estratégias prévias. O medo de impactos negativos na carreira faz com que 54% evitem discordar das lideranças, e quase metade dos participantes teme retaliação ao expor problemas.
Para medir essa realidade, foi criado o Índice de Diversidade com Poder (IDP), cuja média nacional alcançou 52 pontos, mostrando que a inclusão ainda é parcial. O poder real de decisão teve uma pontuação de 47, e a segurança psicológica, 49, confirmando o sentimento de silêncio no ambiente organizacional.
O problema fica mais evidente na liderança intermediária, onde o IDP cai para 48 pontos entre coordenadores e 50 entre gerentes, apesar de 67 pontos na alta gerência. Segundo Elcio Paulo Teixeira, CEO da Heach, a falta de poder para profissionais diversos gera desengajamento, aumento da rotatividade e dificuldades na sucessão.
Sem mudanças nas estruturas que garantam poder efetivo a esses grupos, a diversidade fica limitada e pode prejudicar a inovação e a continuidade das empresas.
Via InfoMoney