Livro De que me vale ser filha da santa explora memória materna e música de Chico Buarque

Obra de Thalia Peçanha investiga memória negra e canto de Chico Buarque, unindo histórias pessoais e cultura brasileira.
22/02/2026 às 17:41 | Atualizado há 3 horas
               
Descrição incompleta; falta finalizar a informação principal sobre a trajetória da produtora. (Imagem/Reprodução: Eshoje)

O livro “De que me vale ser filha da santa”, de Thalia Peçanha, será lançado em abril e aborda memória, herança e espiritualidade negra. A obra se inspira na figura materna da autora e na canção “Cálice”, de Chico Buarque.

A narrativa mescla histórias íntimas e coletivas para discutir identidade, religiosidade e legado cultural. Thalia é produtora cultural e desenvolve projetos focados nas vivências negras e no fortalecimento das redes culturais locais.

Além da literatura, Thalia também atua no teatro, com produções que valorizam a memória ancestral e o protagonismo feminino, promovendo a educação cultural e a formação de público no Espírito Santo.

O lançamento do livro De que me vale ser filha da santa, previsto para 1º de abril, marca um avanço na trajetória da produtora cultural, escritora e educadora capixaba Thalia Peçanha. A obra parte de narrativas que exploram memória, herança e corporeidade negra, investigando religiosidade, pertencimento e continuidade histórica a partir da figura da mãe da autora, Santa.

O título conecta a experiência pessoal à cultura brasileira ao fazer referência à canção Cálice, de Chico Buarque. Entre relatos e reflexões, o livro aborda o legado e a ausência, mesclando histórias íntimas e coletivas. A escrita reafirma a literatura como espaço de memória e sobrevivência.

Thalia atua em áreas como literatura, teatro e produção cultural, desenvolvendo projetos que ligam criação autoral à organização de redes independentes. Seus trabalhos focam nas vivências locais e nas relações de poder, especialmente sobre as corporeidades negras e representações simbólicas no Espírito Santo.

Em 2024, destacou-se também a montagem da peça Carambolas – Algumas Verdades em Memória de Dona Santa, que aborda memória ancestral e narrativas femininas, além da coautoria de O Roubo do Sol. Thalia articula sua atuação autoral com a gestão de projetos culturais, impulsionando a consolidação das redes culturais locais.

No campo educacional, ela promove oficinas e mediações culturais que aproximam arte e pensamento crítico, contribuindo para a formação de público e repertórios culturais, especialmente por meio da produtora Cafetinaria e do projeto infantil Circuito Avessinho.

Via ES Hoje

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.