A União Europeia enfrenta um impasse com a Hungria, que ameaça bloquear um novo pacote de sanções contra a Rússia. A resistência está ligada a restrições sobre o petróleo russo, essenciais para o 20º conjunto de medidas contra Moscou.
A Hungria condiciona sua aprovação ao restabelecimento do fornecimento de petróleo via oleoduto Druzhba, interrompido desde janeiro devido a danos no trajeto. O primeiro-ministro húngaro acusa a Ucrânia de manter um bloqueio, o que é negado pelas autoridades ucranianas.
Além disso, a Hungria ameaça também travar um empréstimo de 90 bilhões de euros destinado à Ucrânia. Esse bloqueio complica a aprovação do pacote de sanções, exigindo negociações e consenso entre os membros da UE.
O mais recente pacote de sanções da União Europeia contra a Rússia enfrenta resistência da Hungria, que pode bloquear as medidas. A líder de política externa da UE, Kaja Kallas, indicou que os 27 ministros reunidos em Bruxelas provavelmente não aprovarão as medidas antes do quarto aniversário da invasão russa à Ucrânia.
A polêmica gira em torno das restrições à frota “sombra” russa e às receitas do petróleo, temas centrais do 20º pacote de sanções. A Hungria condiciona sua aprovação à retomada do fornecimento de petróleo russo ao país, interrompido desde janeiro após danos ao oleoduto Druzhba, que passa pelo território ucraniano.
O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, acusa a Ucrânia de reter o petróleo intencionalmente, afirmativa que os ucranianos negam. Orbán afirma, em redes sociais, que o presidente Volodimir Zelenski lidera um “bloqueio de petróleo ucraniano” contra a Hungria, o que gerou tensões crescentes entre as duas nações.
A Hungria também ameaça obstruir um empréstimo de 90 bilhões de euros destinado à Ucrânia até que o fornecimento de petróleo seja restabelecido. A aprovação das sanções depende do consenso entre os países da UE, o que torna a posição de Budapeste um obstáculo importante para o avanço das medidas.
Kallas ressaltou que as negociações para desbloquear o apoio financeiro continuam, mas lembrando que o impasse atual impede a aprovação do pacote planejado para esta semana.
Via Tribuna Online