Senador ameaça condução coercitiva se STF mantiver decisão que libera Vorcaro na CPMI do INSS

Senador Carlos Viana ameaça condução coercitiva caso STF mantenha habeas corpus que libera Vorcaro na CPMI do INSS.
23/02/2026 às 19:43 | Atualizado há 3 semanas
               
Senador Carlos Viana vai recorrer após STF desobrigar banqueiro da CPMI do INSS. (Imagem/Reprodução: Noticiabrasil)

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana, ameaçou usar condução coercitiva contra Daniel Vorcaro se o STF manter decisão que o libera de depor na comissão. Vorcaro, ex-dono do Banco Master, é investigado por suspeitas de fraudes em empréstimos consignados.

A CPMI apura descontos indevidos de cerca de R$ 92 milhões em benefícios do INSS relacionados a empréstimos feitos pelo Banco Master. A comissão questiona decisões do STF que limitam depoimentos, afirmando que Vorcaro deve ser obrigado a comparecer e colaborar com as investigações.

O senador pediu revisão da decisão ao ministro André Mendonça e afirmou que usará todos os meios legais para garantir o depoimento. O vice-presidente da CPMI, Duarte Jr., reforçou o compromisso de avançar nas investigações para esclarecer o esquema fraudulento.

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana, ameaçou determinar condução coercitiva do banqueiro Daniel Vorcaro caso o Supremo Tribunal Federal (STF) mantenha a decisão que libera o ex-dono do Banco Master de depor na comissão. Vorcaro conseguiu habeas corpus para evitar o comparecimento, apesar de ser investigado por fraudes relacionadas ao banco.

A CPMI apura possíveis descontos indevidos de aproximadamente R$ 92 milhões nos benefícios previdenciários de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em operações envolvendo créditos consignados feitos pelo Banco Master. A investigação também avalia falhas no controle desses empréstimos e a participação de dirigentes do banco e do órgão.

Viana questionou as decisões do STF que limitam o depoimento de investigados em comissões parlamentares, especialmente pelo argumento de proteção contra produção de provas autoincriminatórias. Para a comissão, Vorcaro é testemunha, enquanto para a Polícia Federal ele figura como investigado. Isso tem prejudicado o avanço das apurações.

Segundo o senador, a advocacia do Senado pediu ao ministro André Mendonça que revise a decisão e obrigue Vorcaro a participar dos trabalhos. Caso contrário, Viana afirmou que usará todos os mecanismos legais para garantir o depoimento, inclusive a condução coercitiva, ressaltando que estar preso domiciliarmente não deve garantir privilégios.

O vice-presidente da CPMI, deputado Duarte Jr., reforçou que as investigações continuarão avançando para esclarecer o esquema do Banco Master, que afeta diretamente os descontos ilegais em benefícios do INSS.

Via Sputnik Brasil

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