Cuba enfrenta um embargo dos Estados Unidos que já dura 66 anos, afetando sua economia e sociedade. O governo Trump intensificou o bloqueio, especialmente impedindo a chegada de petróleo, o que agrava a crise energética e política no país.
Apesar das dificuldades, Cuba manteve avanços em saúde e educação. O embargo complica a relação com outros países, enquanto a chegada de combustível russo pode aumentar a tensão geopolítica entre EUA, Cuba e aliados internacionais.
Após lidar com a liderança da Venezuela, o governo Trump voltou seu foco para Cuba, impondo um embargo que se tornou o maior obstáculo desde a crise dos mísseis em 1962. Essa medida impede a chegada de petróleo na ilha, que sofre uma crise econômica e política grave com a escassez do combustível para seus 11 milhões de habitantes.
O bloqueio atual impede a entrada de petroleiros, e mesmo com um navio russo a caminho, os EUA já apreenderam embarcações que tentaram romper o embargo. O governo Trump ameaça penalizar países que enviem combustível a Cuba, pressionando líderes latino-americanos, que reagem com cautela, como a presidente mexicana Claudia Sheinbaum, que chamou o embargo de “muito injusto” sem confrontar diretamente os EUA.
Esse cenário não é novo: Cuba está sob embargo americano há 66 anos, o que trouxe impactos econômicos e sociais duradouros. A relação entre Cuba e EUA se agravou nos anos 50, após a Revolução Cubana, quando o governo americano apoiava regimes e retirou subsídios ao novo regime socialista, que buscou a aliança soviética.
Apesar das dificuldades, Cuba priorizou áreas como alfabetização e saúde, alcançando resultados que superaram seus vizinhos na América Latina. O embargo dificultou o crescimento econômico e isolou a ilha, especialmente após o fim da União Soviética e a perda dos subsídios.
Recentemente, a Casa Branca afirma que Cuba representa uma “ameaça incomum” aos EUA, acusando cooperação com potências como Rússia e China. Se o petróleo russo chegar, pode ampliar a influência estrangeira na ilha, trazendo um novo cenário de tensão entre os EUA, Cuba e aliados internacionais.
Via The Conversation