Chuvas fortes em Juiz de Fora provocaram deslizamentos que destruíram casas e deixaram dezenas de pessoas sem teto. Na noite do dia 23, moradores como Ana Júlia precisaram deixar suas casas rapidamente, perdendo bens e animais.
Mais de 70 pessoas encontraram abrigo na Escola Municipal Raymundo Hargreaves, onde recebem alimentação e suporte. A tragédia resultou em 21 mortes e um volume de chuva três vezes maior que o normal para o mês de fevereiro na região.
A situação exige medidas urgentes das autoridades para apoiar as famílias afetadas e prevenir novos desastres em áreas de risco na Zona da Mata mineira.
A cidade de Juiz de Fora enfrenta uma situação crítica devido às chuvas intensas que causaram deslizamentos na região, deixando dezenas de moradores sem casa e sem bens. Na noite de segunda-feira, 23, Ana Júlia, de 53 anos, teve que deixar às pressas sua residência no bairro Três Moinhos. A lama cobriu sua casa, dois carros e os animais de estimação, restando a ela apenas um celular usado como lanterna e um saco com roupas doadas.
Mais de 70 pessoas procuraram abrigo na Escola Municipal Raymundo Hargreaves, onde recebem alimentação, roupas limpas e água, enquanto buscam informações sobre familiares e amigos. Outro caso é o de Fabiana Silva de Oliveira, que escapou por minutos do desabamento de sua casa no mesmo bairro. Ela percebeu o movimento da terra ao acompanhar a mudança de um pé de abacate próximo à residência ao longo dos anos, mas não conseguiu salvar o imóvel, destruído em poucos minutos por uma avalanche de terra e entulho.
Juiz de Fora contabiliza até agora 21 mortes decorrentes das chuvas, que já acumularam 589 mm em fevereiro, volume três vezes maior do que a média histórica para o mês. A situação crítica exige atenção das autoridades para o suporte às famílias atingidas e a contenção de riscos frequentes em áreas de encosta da Zona da Mata mineira.
O cenário traçado pelas chuvas em Juiz de Fora destaca a vulnerabilidade da região e o esforço para garantir atendimento emergencial a quem perdeu tudo – casas, veículos e pertences pessoais. Moradores e equipes seguem mobilizados para enfrentar as consequências do temporal.
Via Tribuna Online