O romance “As fronteiras de Oline”, de Rafael Zoehler, mistura ficção e fantasia em um mundo paralelo onde países distantes estão lado a lado. A história acompanha o Senhor Oline em uma jornada de autoconhecimento que inicia ao tentar recuperar uma pedra lançada entre esses países improváveis.
Além de explorar a relação complexa entre Oline e seu pai, o livro aborda temas como legado familiar e humanização. A obra foi reconhecida com o Jabuti de melhor romance de entretenimento e foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura.
Essa conquista destaca a crescente valorização da literatura fantástica no Brasil, que contribui para a diversidade temática e estética, promovendo debates sobre identidade e cultura além do canon tradicional.
A produção literária brasileira contemporânea se revela plural e desafia definições rígidas, sobretudo ao superar um cânone humanizador tradicionalmente dominado por grupos hegemônicos. Neste cenário, a literatura fantástica, antes marginalizada, tem ganhado espaço crescente e reconhecimento crítico.
Um exemplo notável é As fronteiras de Oline, romance de estreia de Rafael Zoehler, lançado em 2024. A obra traz uma mistura de ficção e fantasia inserida em um mundo paralelo semelhante ao nosso, com elementos inventivos, como países que mudam de posição e personagens que realizam feitos além da realidade. A história acompanha o Senhor Oline, guardião de uma fronteira improvável entre Sérvia e Cazaquistão, países distantes que, no universo do romance, são vizinhos. O enredo se inicia quando ele joga uma pedra de um país para outro e parte para recuperá-la, desencadeando uma jornada de autoconhecimento.
O romance aborda temas como o legado familiar e a humanização, explorando a relação complicada entre Oline e seu pai, marcada por abandono e medo que influenciam seu comportamento. A obra foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura e conquistou o Jabuti de melhor romance de entretenimento em 2025, ultrapassando autores já estabelecidos.
Essa conquista confirma a importância da diversidade estética e temática na literatura brasileira atual, destacando títulos que promovem reflexão sobre identidade e cultura via gêneros antes considerados meramente escapistas.
Via Revista Galileu