Os Estados Unidos anunciaram novas sanções que atingem mais de 30 alvos ligados ao Irã, incluindo pessoas, organizações e embarcações envolvidas em venda ilegal de petróleo e produção de armas.
O objetivo é reduzir o financiamento das operações nucleares iranianas e apoio a grupos terroristas, em meio a tensões que incluem protestos em universidades iranianas, aumentando o confronto entre governo e população.
As medidas reforçam a pressão dos EUA antes de negociações em Genebra e seguem acusações de uso do sistema financeiro iraniano para ações ilegais, enquanto o Irã nega as acusações e mantém seus programas como pacíficos.
Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira, 25, novas sanções contra o Irã, intensificando a campanha de pressão máxima antes de uma rodada de negociações marcada para quinta-feira, 26, em Genebra. O governo americano restringiu mais de 30 indivíduos, organizações e embarcações envolvidas na venda ilegal de petróleo e na produção de armamentos iranianos.
Scott Bessent, secretário do Tesouro dos EUA, destacou que o Irã usa o sistema financeiro para financiar suas operações nucleares, lavar dinheiro e apoiar grupos terroristas. O objetivo das medidas é limitar a capacidade bélica do regime e seu suporte a ações terroristas.
Na terça-feira, durante o discurso do Estado da União, o presidente Donald Trump alertou sobre possíveis ataques caso o Irã não assine um acordo para desmantelar seu programa nuclear, classificando as ambições iranianas como “sinistras” e ordenando reforço militar no Golfo Pérsico.
Em resposta, o governo iraniano chamou as acusações americanas de falsas e negou desenvolver mísseis intercontinentais, afirmando que seu programa nuclear é pacífico. O porta-voz Esmaeil Baqaei afirmou que as declarações americanas são “grandes mentiras”.
Enquanto as negociações se aproximam, o Irã enfrenta uma onda de protestos em diversas universidades do país, provocando ação das forças de segurança. Confrontos entre estudantes e policiais foram registrados em vários câmpus, e o governo rejeita qualquer tipo de distúrbio, responsabilizando “grupos orientados pelo inimigo”.
Esses novos episódios de repressão ocorrem após protestos em janeiro, onde ONGs de direitos humanos estimam mais de sete mil mortos, quantidade disputada pelo governo que reconhece 3.117 óbitos.
Via Tribuna Online