Empresário Brasileiro que Deixou Stanford para Digitalizar o Atacado no Brasil

Samuel Carvalho trocou Stanford para transformar o abastecimento atacadista no Brasil com tecnologia e expansão no Nordeste.
26/02/2026 às 17:21 | Atualizado há 3 horas
               
Descrição apresenta a Praso como startup inovadora, fundada por ex-alunos renomados, que usa tecnologia para melhorar a margem no setor de restaurantes, superando distribuidores tradicionais. Praso transforma o mercado de restaurantes com tecnologia e margens superiores aos distribuidores. (Imagem/Reprodução: Forbes)

Samuel Carvalho, fundador da Praso, abandonou Stanford para focar em digitalizar o setor atacadista B2B no Brasil. Fundada em 2021, a startup atende mais de 10 mil restaurantes em Pernambuco, Ceará e Paraíba, faturando mais de R$ 300 milhões por ano.

A empresa aposta em marketplace, logística e crédito, com margens de lucro superiores aos distribuidores tradicionais. Sua estratégia inclui infraestrutura local e atração de talentos para o Nordeste, mostrando alto potencial de expansão.

Com investimento de US$ 24 milhões, a Praso mira receita de R$ 3 bilhões até 2030 e usa inteligência artificial para aprimorar preços e crédito, modernizando um mercado ainda muito analógico.

Samuel Carvalho, fundador da Praso, deixou a universidade de Stanford para transformar o setor atacadista B2B no Brasil. A empresa, criada em 2021 em Recife, tem como missão digitalizar o abastecimento de pequenos e médios restaurantes em um mercado brasileiro que ultrapassa R$ 250 bilhões por ano, ainda dominado pelo modelo offline.

Com operação em Pernambuco, Ceará e Paraíba, a startup já atende mais de 10 mil restaurantes, possui cerca de 130 colaboradores e receita anual superior a R$ 300 milhões. A companhia investe em marketplace, logística e crédito, conseguindo operar com margens de lucro superiores às dos distribuidores tradicionais, que giram em torno de 3,5% a 4%.

A escolha de Recife como base é estratégica, invertendo o fluxo tradicional de talentos ao atrair profissionais formados no exterior para a região Nordeste. A empresa estruturou centros de distribuição em Recife e Fortaleza, com participação modesta no mercado local, indicando grande potencial de crescimento antes de ampliar sua atuação para novas regiões.

A Praso captou US$ 24 milhões em rodadas Seed e Series A, com investidores nacionais e estrangeiros interessados no potencial da equipe e do modelo de negócios. A empresa atingiu o breakeven em 2025, e foca em expansão controlada, mirando receita de mais de R$ 3 bilhões até 2030.

Além da expansão geográfica, aposta na aplicação de inteligência artificial para personalizar preços, recomendar produtos e automatizar crédito, tornando o processo de abastecimento mais eficiente e previsível em um segmento historicamente fragmentado e analógico.

Via Forbes Brasil

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