A Península Antártica, região mais quente do continente, está passando por um aumento na frequência de chuvas devido ao aquecimento local. Essa mudança no padrão de precipitação, de neve para chuva, está afetando a estabilidade dos glaciares e a vida selvagem da área.
A chuva, combinada com temperaturas acima de zero, acelera o derretimento das camadas de neve e facilita o desprendimento de icebergs. Além disso, a água da chuva compacta a neve e enfraquece as plataformas de gelo, comprometendo seu equilíbrio e aumentando o risco de colapsos.
Essas transformações trazem desafios para a conservação da Antártica. O derretimento acelera a perda de gelo marinho e prejudica habitats naturais, especialmente dos pinguins, que enfrentam riscos maiores com as mudanças do clima. Controlar o aquecimento global é fundamental para preservar essas regiões.
A chuva começa a se tornar frequente na Península Antártica, a parte mais quente do continente, que está aquecendo rápido e alterando o clima local. Cientistas apontam que o aumento gradual da temperatura tem feito a precipitação mudar de neve para chuva, afetando a estabilidade dos glaciares e impactando a vida selvagem da região.
Quando a chuva acontece junto com temperaturas acima de zero, ela derrete a neve, reduzindo o alimento dos glaciares e lubrificando suas bases para que avancem mais rápido, o que acelera o desprendimento de icebergs. Além disso, a água da chuva compacta a neve nas plataformas de gelo, formando poças que absorvem calor e enfraquecem essas estruturas, aumentando o risco de colapsos semelhantes aos das plataformas Larsen A e B.
O gelo marinho também sofre perda acelerada, comprometendo os habitats naturais para várias espécies, como algas, krill e pinguins. As chuvas prejudicam os ninhos dos pinguins, cujos filhotes não são adaptados para ficarem molhados, aumentando riscos de hipotermia e mortalidade. Com o aquecimento e chuva, diferentes espécies de pinguins podem se deslocar para a região, modificando o equilíbrio ecológico.
Essas alterações climáticas geram desafios para pesquisa e conservação. Infraestruturas construídas para condições secas e frias enfrentam danos, e sítios históricos, centenários, correm risco com o derretimento do permafrost e a deterioração da madeira causada pela umidade.
Enquanto o aumento das chuvas e temperaturas deve se intensificar nos próximos anos conforme diferentes cenários de emissões, limitar o aquecimento a menos de 1,5°C poderá desacelerar esses efeitos e preservar parte da estabilidade ambiental da Antártica.
Via The Conversation