O comércio do Espírito Santo manifestou-se contrário ao aumento do Imposto de Importação anunciado pelo governo federal. A Fecomércio-ES destaca que essa medida pode encarecer produtos importados, prejudicando o desenvolvimento econômico regional.
Segundo a entidade, o Brasil depende de importações, especialmente de tecnologia, e o aumento do imposto pode reduzir o poder de compra dos consumidores. O governo justifica a ação como forma de proteger a indústria nacional e aprimorar a balança comercial.
Entretanto, setores do comércio temem que o custo maior sobre importações prejudique o consumo e o desempenho geral da economia local.
O comércio capixaba se posiciona contra o aumento do Imposto de Importação anunciado pelo governo federal. A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio-ES) ressalta que essa elevação de tributos encarece custos e não ajuda no desenvolvimento econômico amplo. Segundo o diretor José Carlos Bergamin, reduzir o custo Brasil seria a melhor estratégia para ganhar competitividade.
Bergamin enfatiza que o Brasil depende de importações, especialmente de produtos tecnológicos. Com o aumento do imposto, esses itens devem ficar mais caros para os consumidores, reduzindo seu poder de compra e impacto negativo no consumo de outros bens e serviços.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, justificou a medida como uma forma de proteger a indústria nacional. No entanto, o Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF), da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado, divulgado recentemente, indica que o objetivo maior é reforçar a balança comercial.
De acordo com essa análise, o governo deve arrecadar entre R$ 14 bilhões e R$ 20 bilhões a mais com o aumento do imposto. O relatório também destaca que o saldo da balança comercial dos setores afetados cresceu de US$ 17,7 bilhões em 2016 para uma previsão de US$ 55,4 bilhões em 2025.
Apesar das razões para estimular a produção nacional, setores do comércio temem que o custo adicional sobre importados possa afetar o consumo e o desempenho geral da economia.
Via Tribuna Online