Irã nomeia aiatolá para conselho que governa após morte de Khamenei

Irã nomeia aiatolá para conselho que assume poder temporariamente após morte de Khamenei.
01/03/2026 às 11:01 | Atualizado há 4 horas
               
Aiatolá Alireza Arafi entra no conselho provisório que lidera o Irã após Khamenei. (Imagem/Reprodução: Danuzionews)

O Irã nomeou o aiatolá Alireza Arafi para integrar o Conselho de Liderança temporário que assumirá o poder após a morte de Ali Khamenei.

O conselho é formado por Arafi, o presidente Masoud Pezeshkian e o chefe do Judiciário Gholamhossein Mohseni Ejei, e exerce o comando até a escolha de um novo líder supremo.

Arafi é um clérigo influente, mas com poder limitado sobre setores militares. Essa nomeação ocorre em momento político crítico, e o conselho permanecerá até definição do novo líder pela Assembleia de Peritos.

O Irã nomeou o aiatolá Alireza Arafi para integrar o Conselho de Liderança temporário, que exercerá o poder após a morte de Ali Khamenei. Esse órgão, previsto pela Constituição iraniana, assume o comando durante a transição até que um novo líder supremo seja escolhido pela Assembleia de Peritos.

O conselho interino conta com três membros: o presidente Masoud Pezeshkian, o chefe do Judiciário Gholamhossein Mohseni Ejei e o aiatolá Arafi, que representará o clero nesse período. Eles detêm as prerrogativas do líder supremo de forma provisória.

Alireza Arafi, de 67 anos, é um clérigo respeitado dentro da hierarquia religiosa do Irã. Antes de sua nomeação, atuava como vice-presidente da Assembleia de Peritos e integrava o Conselho dos Guardiões, órgão responsável pela supervisão eleitoral e avaliação das leis parlamentares.

Embora próximo do establishment religioso e considerado confidente de Khamenei, analistas afirmam que Arafi tem influência limitada nas forças militares e na Guarda Revolucionária, setores-chave do aparato de segurança iraniano.

Essa nomeação ocorre em um dos momentos políticos mais críticos da história recente do país. O Conselho de Liderança funcionará até que a Assembleia de Peritos defina o novo líder supremo, decisão que pode alterar o equilíbrio entre clérigos e militares na República Islâmica.

Via Danuzio News

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