Preço do petróleo sobe 10% por conflito no Irã e pode alcançar US$ 100

Conflito no Irã eleva preço do petróleo em 10%, com risco de barril atingir US$ 100 no mercado global.
01/03/2026 às 16:41 | Atualizado há 3 horas
               
Brent sobe 10% com ataques ao Irã; risco de preços a US$ 100 por barril. (Imagem/Reprodução: Danuzionews)

Os preços do petróleo tiveram alta de cerca de 10% neste domingo, influenciados pelo aumento das tensões no Oriente Médio devido ao conflito no Irã. A ação militar dos EUA e Israel contra o país elevou a instabilidade, impactando o mercado global.

O barril de Brent chegou a US$ 80, com possibilidade de alcançar US$ 100, devido a riscos no Estreito de Hormuz, importante rota para 20% do comércio mundial de petróleo. Embarcações e petroleiras já suspenderam transporte na região, intensificando receios na oferta. A crise afeta ainda grandes consumidores asiáticos, que buscam alternativas estratégicas para a cadeia de suprimentos.

Os preços do petróleo registraram uma alta de cerca de 10% no início deste domingo (1º de março de 2026), motivados pela intensificação do conflito no Oriente Médio. A ação militar dos Estados Unidos e Israel contra o Irã elevou as tensões na região, afetando o mercado global.

No mercado over-the-counter, o barril de Brent atingiu aproximadamente US$ 80, valor que pode subir se a crise persistir. A principal preocupação está no Estreito de Hormuz, por onde trafegam perto de 20% dos volumes comerciais de petróleo mundial.

Medo de bloqueios ou ataques levou diversas embarcações e petroleiras a suspendem o transporte de petróleo bruto, combustíveis e gás natural liquefeito na área. Caso essa movimentação seja interrompida por um período significativo, especialistas indicam que o preço do barril pode alcançar US$ 100 ou mais.

Apesar do OPEC+ ter anunciado um pequeno aumento de produção (206 mil barris por dia a partir de abril), essa medida é considerada insuficiente para operar contra o choque de oferta que pode ocorrer se as exportações do Golfo forem prejudicadas diretamente.

Na Ásia, grandes consumidores já revisam seus estoques estratégicos e buscam alternativas em fornecedores e rotas para reduzir os impactos na cadeia de suprimentos. O cenário segue em rápida evolução conforme o conflito continua a influenciar o mercado energético global.

Via Danuzio News

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.