Um estudo da Universidade Federal de Santa Maria avaliou o uso de creme com Cannabis em uma cadela com dermatite. O tratamento diário por sete dias reduziu a dor, a inflamação e acelerou a cicatrização das lesões.
A cadela apresentava coceira, lesões e perda de pelos no abdômen. Apesar de ainda não haver produtos veterinários oficiais com fitocanabinoides no Brasil, a aplicação do creme mostrou-se eficaz no caso estudado.
Os resultados indicam o potencial da Cannabis medicinal para tratar dermatites em animais e enfatizam a importância de pesquisas mais amplas e regulamentação para uso veterinário no país.
Um estudo da Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, avaliou o uso de um creme à base de Cannabis para tratar lesões cutâneas em uma cadela com dermatite. O tratamento tópico, com pomada contendo canabidiol (CBD), foi aplicado diariamente por sete dias e resultou na redução da dor, diminuição do processo inflamatório e aceleração da cicatrização.
A paciente, uma cadela de nove anos, apresentava coceira, lesões e queda de pelos no abdômen. Embora no Brasil ainda não existam produtos veterinários oficiais com fitocanabinoides, a aplicação da pomada se mostrou eficaz no caso analisado. O artigo publicado no Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia destaca o potencial da Cannabis medicinal como alternativa para tratar certos tipos de dermatites em animais.
A pesquisadora Carollina Mariga, coautora do artigo, chama atenção para a burocracia que ainda impede a expansão das pesquisas e o desenvolvimento de produtos com Cannabis no país. A Anvisa só recentemente autorizou a regulamentação da produção de Cannabis medicinal, o que pode abrir caminho para estudos mais amplos e controlados.
Apesar de se tratar de um relato de caso com limitações, como curto período de tratamento e ausência de grupo controle, os resultados indicam que o uso de fitocanabinoides pode ser um caminho promissor para a veterinária, justificando a necessidade de testes clínicos com mais rigor.
A continuidade dessas pesquisas pode influenciar diretamente na criação de novos tratamentos e facilitar a aprovação de produtos à base de Cannabis para uso veterinário no Brasil.
Via Galileu