Ações do Grupo Pão de Açúcar caem 18% após rebaixamento da Fitch

GPA tem queda de 18% nas ações após rebaixamento da Fitch; mercado teme instabilidade financeira.
03/03/2026 às 20:41 | Atualizado há 3 horas
               
GPA perde 35% do valor em um mês e contrata Alvarez & Marsal para reestruturação. (Imagem/Reprodução: Braziljournal)

As ações do Grupo Pão de Açúcar (GPA) caíram 18% em um único dia após a agência Fitch rebaixar sua nota de crédito de A para CCC. Essa queda reflete o aumento da desconfiança sobre a sustentabilidade financeira da empresa, que já acumula uma desvalorização de cerca de 35% no último mês.

O GPA contratou a Alvarez & Marsal para reestruturação operacional e busca renegociar cerca de R$ 1,5 bilhão em dívidas que vencem neste ano. A empresa também solicitou medidas judiciais para garantir liquidez, mas o mercado sinaliza que a reestruturação da dívida pode ser complexa.

Investidores mostram preocupação diante da falta de diálogo claro com credores e da pressão financeira que a companhia enfrenta. O valor de mercado do GPA caiu para R$ 1,3 bilhão, enquanto o maior credor é o Itaú, com aproximadamente R$ 800 milhões a receber em 2024.

A ação do Grupo Pão de Açúcar caiu 18% em um só dia após a agência Fitch rebaixar sua nota de crédito de A para CCC, refletindo a desconfiança crescente sobre a sustentabilidade financeira da empresa. Em um mês, a varejista já acumulou uma desvalorização próxima a 35%.

Em dezembro, o GPA contratou a Alvarez & Marsal para uma reestruturação operacional, mas os títulos de renda fixa da companhia começaram a apresentar queda no mercado secundário, atualmente negociados a mais de CDI +20%. Isso indica que o mercado espera uma possível reestruturação da dívida.

Além disso, o GPA solicitou uma medida cautelar para bloquear ações pertencentes ao Casino, principal acionista, e os valores provenientes de eventual venda dessas ações. O intuito é assegurar uma liquidez mais rápida caso vença um processo de arbitragem relacionado a impostos entre 2007 e 2013.

Um gestor de portfólio revelou que a estratégia do GPA para dialogar com credores parece inexistente, o que causa preocupação, já que a expectativa era por um caminho amigável, coisa que não está acontecendo.

A empresa afirma estar comprometida em reduzir despesas, controlar investimentos e vender ativos não estratégicos para equilibrar as finanças. Também busca renegociar cerca de R$ 1,5 bilhão em dívidas que vencem em 2024, a maioria até junho.

O maior credor do GPA é o Itaú, com aproximadamente R$ 800 milhões a receber em duas parcelas neste ano, além de fornecer serviços financeiros à companhia.

Ao final do pregão, o valor da empresa na Bolsa estava em R$ 1,3 bilhão.

Via Brazil Journal

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.