Analista aponta que EUA e Israel subestimaram o poder do Irã após morte de Khamenei

Especialista diz que Estados Unidos e Israel erraram ao subestimar resistência do Irã após morte de Khamenei.
04/03/2026 às 12:41 | Atualizado há 3 horas
               
Macgregor critica EUA e Israel por subestimarem o Irã ao tentar eliminar Khamenei. (Imagem/Reprodução: Noticiabrasil)

O ex-assessor do Pentágono Douglas Macgregor afirmou que os Estados Unidos e Israel subestimaram a sociedade iraniana ao matar o líder supremo Ali Khamenei. A ação, esperada para enfraquecer o Irã, resultou em maior resistência.

Desde a morte de Khamenei, o Irã mantém ataques contra alvos na região, especialmente Israel, sem sinais de recuo. A pressão militar aumentou, mas não diminuiu o poder iraniano.

A Rússia sugere que a operação não visa a não proliferação nuclear e pede negociação. O cenário atual mostra que o Irã continua influente no Oriente Médio.

O ex-assessor do Pentágono, Douglas Macgregor, afirmou que os Estados Unidos e Israel subestimaram a sociedade iraniana ao eliminar o líder supremo do Irã, Ali Khamenei. Segundo o militar aposentado, a ação resultou em maior resistência do povo iraniano, contrariando expectativas de enfraquecimento.

Macgregor explicou que, apesar da eliminação do aiatolá e familiares, o Irã não apresentou sinais de abrandamento nos ataques desde o início do conflito. Pelo contrário, continua a atingir diversos alvos na região do Oriente Médio, com destaque para Israel.

Os ataques dos Estados Unidos e Israel começaram no dia 28 de fevereiro, focando impedir que o país obtivesse armas nucleares. Após a morte de Khamenei, registrada na última segunda-feira, a pressão militar se intensificou. O ex-presidente Donald Trump manifestou intenção de destruir a frota e a indústria de defesa iranianas, incentivando a população local a derrubar o regime.

Os mísseis não afetaram apenas instalações militares; infraestruturas civis no Irã e em nações vizinhas também foram atingidas, provocando retaliações iranianas contra alvos israelenses e bases americanas na região.

A Rússia avaliou que a operação conjunta de Washington e Tel Aviv não visa a não proliferação nuclear e exigiu o retorno às negociações. O chanceler Sergei Lavrov sinalizou apoio para mediar a crise, inclusive no Conselho de Segurança da ONU.

O cenário atual mostra que, apesar da tentativa de enfraquecimento, o poder do Irã persiste como um fator relevante na dinâmica do Oriente Médio.

Via Sputnik Brasil

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