Cientistas analisam frascos lacrados por Darwin há 200 anos sem abrir

Pesquisadores usam técnica inédita para analisar líquidos em frascos de Darwin sem abrir, preservando amostras históricas.
05/03/2026 às 18:21 | Atualizado há 6 horas
               
A técnica a laser revela métodos antigos de preservação de espécimes para pesquisa. (Imagem/Reprodução: Revistagalileu)

Pesquisadores do Museu de História Natural de Londres identificaram a composição química de líquidos em 46 frascos lacrados por Charles Darwin há quase 200 anos. Utilizando a espectroscopia Raman com deslocamento espacial (método SORS), eles conseguiram analisar os conteúdos sem abrir os frascos, protegendo as amostras.

A técnica permite detectar os líquidos presentes e confirmar o material dos frascos, seja vidro ou plástico. Isso é importante para monitorar a conservação das coleções, evitando danos pela exposição do conteúdo. O método acertou em cerca de 80% das análises realizadas.

Esse avanço representa um novo patamar no cuidado com acervos científicos, facilitando o monitoramento do estado físico das amostras sem comprometer sua integridade. A tecnologia deve transformar a preservação em museus do mundo inteiro.

Pesquisadores do Museu de História Natural de Londres aplicaram uma técnica avançada para identificar a composição química de líquidos em 46 frascos preservados por Charles Darwin há quase 200 anos. Usando o método SORS (Espectroscopia Raman com Deslocamento Espacial), eles analisaram os fluidos sem abrir os recipientes, evitando riscos para as amostras históricas.

A luz laser direcionada através do vidro permitiu detectar variações nos comprimentos de onda refletidos, identificando os tipos de substâncias usadas na preservação. Descobriu-se que Darwin aplicava diferentes processos conforme o organismo: mamíferos e répteis eram tratados primeiro com formalina e depois armazenados em etanol; invertebrados contavam com soluções complexas contendo formalina e outros aditivos.

Além de revelar os componentes químicos, o método também confirmou se os frascos eram de vidro ou plástico. Essa informação ajuda os museus a monitorar o estado de conservação das coleções, já que a degradação ou evaporação dos líquidos pode comprometer as amostras. Até então, abrir os frascos era o único meio de análise, expondo os espécimes a danos e contaminação.

O estudo acertou em cerca de 80% das amostras, demonstrando que a combinação do método SORS com o exame histórico proporciona um avanço no cuidado com acervos científicos. Isso é fundamental já que os museus do mundo guardam mais de 100 milhões de organismos preservados, que exigem monitoramento constante para garantir sua integridade.

O uso desse tipo de tecnologia portável promete transformar como cientistas e conservadores acompanham o estado físico dos documentos naturais sem comprometer sua originalidade.

Via Galileu

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