Desafios das Mulheres Empreendedoras nas Áreas de Ciência e Tecnologia no Brasil

Descubra os desafios que mulheres enfrentam para empreender em STEM no Brasil e as iniciativas para ampliar sua participação.
06/03/2026 às 14:04 | Atualizado há 11 horas
               
Mulheres na ciência e tecnologia inovam e superam barreiras de gênero diariamente. (Imagem/Reprodução: Startups)

Transformar ciência em negócios é um desafio, principalmente para mulheres nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM). Muitas enfrentam dificuldades para captar investimentos e provar sua capacidade, mesmo com produtos validados, conforme relatos de lideranças femininas no setor.

Dados indicam que apenas 19,9% das startups brasileiras contam com mulheres fundadoras, e a desigualdade começa na educação, com apenas 26% das alunas em cursos STEM. Além disso, preconceitos de gênero e raciais persistem no mercado, dificultando a ascensão dessas profissionais.

Iniciativas como Impa Tech e Meninas e Mulheres na Ciência buscam reverter esse cenário com apoio em redes, capacitação e políticas específicas para ampliar a participação feminina e promover igualdade no setor.

Transformar ciência em negócios não é fácil e, para muitas mulheres nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, o desafio é ainda maior. Daniele de Mari, CEO da Neurogram, relata que, durante anos, enfrentou dificuldades para conseguir investimentos por ser mulher, mesmo com um produto aprovado. A startup dela usa uma plataforma que centraliza dados de eletroencefalogramas.

Dados recentes mostram que apenas 19,9% das startups brasileiras têm mulheres fundadoras, e em setores ligados à tecnologia essa porcentagem é menor. A desigualdade começa já na educação: em 2023, só 26% dos alunos em cursos de STEM no Brasil eram mulheres. Além disso, até na infância, meninas já começam a duvidar do seu potencial, segundo estudo da revista Science.

Mesmo quando chegam ao mercado, mulheres como Isis Abbud, co-CEO da Qive, e Verônica Taquette, CEO da Maravi, relatam precisar provar mais sua capacidade, enfrentar estranhamentos e até precisar de um “rosto masculino” para facilitar captação de recursos.

Duda Franklin, fundadora da orby.co, ressalta ainda experiências relacionadas à cor da pele e reforça a importância do foco no rigor científico para avançar. Para mudar esse cenário, iniciativas como o Impa Tech e o projeto “Meninas e Mulheres na Ciência” do Inatel buscam incentivar a participação feminina nessas áreas.

Para ampliar a presença feminina na inovação, o apoio em redes, capacitação e políticas específicas são considerados essenciais, além de mudar percepções culturais que dificultam a igualdade de gênero neste ambiente.

Via Startups

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.