Estudo revela que oceanos em luas geladas de Saturno e Urano podem ferver sob a superfície

Pesquisa indica que oceanos subterrâneos em luas geladas podem ferver devido ao calor gerado pelas marés gravitacionais.
07/03/2026 às 09:41 | Atualizado há 2 semanas
               
Possíveis oceanos ativos sob o gelo de satélites de Saturno e Urano modificam suas superfícies. (Imagem/Reprodução: Noticiabrasil)

Pesquisadores da Universidade da Califórnia descobriram que oceanos ocultos sob a crosta de algumas luas geladas de Saturno e Urano podem estar fervendo abaixo da superfície devido ao calor gerado pelas marés gravitacionais desses planetas.

Esse fenômeno ocorre porque o derretimento periódico das calotas de gelo diminui a pressão, fazendo a água se transformar em vapor mesmo em baixas temperaturas. Esse ciclo dinâmico influencia a formação geológica das luas, como as listras em Encélado e as coroas em Miranda.

Os diferentes tamanhos das luas afetam esses processos. Enquanto Mimas é isolada pela crosta fina, Titânia responde às variações internas. Essas atividades persistem por milhões de anos, mostrando que as luas geladas mantêm uma intensa dinâmica interior.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia, Davis, identificaram que oceanos escondidos sob a crosta de algumas luas geladas de Saturno e Urano podem estar, surpreendentemente, fervendo abaixo da superfície. Esse fenômeno acontece devido ao calor das marés gerado pela gravidade desses planetas, que provoca o derretimento periódico das calotas de gelo. Quando o gelo derrete, a pressão diminui e a água começa a transformar-se lentamente em vapor, mesmo em temperaturas muito abaixo das que normalmente consideramos para ferver.

Esse ciclo de congelamento e ebulição subterrânea causa a movimentação da matéria líquida, o que influencia na formação das características geológicas visíveis nas superfícies dessas luas. Por exemplo, as listras de tigre em Encélado, lua de Saturno, e as coroas na superfície de Miranda, lua de Urano, são resultados das tensões internas provocadas por esses processos.

O tamanho da lua também é importante para esses efeitos. Mimas, pequena lua de Saturno, provavelmente guarda um oceano interno, porém sua crosta é fina demais para se romper, o que faz com que a lua pareça geologicamente inativa. Já Titânia, maior lua de Urano, reage de maneira diferente às variações da pressão e temperatura sob sua crosta.

Esses processos de derretimento e congelamento podem se estender por milhões de anos, indicando que as luas geladas, embora aparentemente silenciosas e congeladas, mantêm uma atividade geológica dinâmica em seu interior.

Via Sputnik Brasil

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.