Assassinos de advogado são condenados a 30 anos no Rio de Janeiro

Três condenados a 30 anos de prisão pelo homicídio de advogado no Rio, crime ligado a organização criminosa de jogos ilegais.
07/03/2026 às 13:01 | Atualizado há 2 semanas
               
Policial e cúmplices recebem 30 anos por homicídio ligado a jogos ilegais no Rio. (Imagem/Reprodução: Tribunaonline)

Leandro Machado da Silva e outros dois homens foram condenados a 30 anos de prisão pelo assassinato do advogado Rodrigo Marinho Crespo em fevereiro de 2024, no centro do Rio de Janeiro.

O tribunal aceitou as acusações do Ministério Público, reconhecendo motivação ligada à atuação profissional do advogado e planejamento do crime para proteger interesses de uma organização criminosa.

O assassinato buscava garantir a continuidade de atividades ilegais de jogos de apostas na região, prejudicando os planos do advogado com investimentos que contrariavam essa organização.

O policial militar Leandro Machado da Silva e seus comparsas Cezar Daniel Mondêgo de Souza e Eduardo Sobreira de Moraes foram condenados a 30 anos de prisão pelo assassinato do advogado Rodrigo Marinho Crespo. O crime ocorreu em fevereiro de 2024, no centro do Rio de Janeiro, em frente ao escritório do qual a vítima era sócio, próximo à sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ).

Durante o julgamento, que durou dois dias e terminou na sexta-feira (6), o tribunal do júri aceitou integralmente as acusações do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). Foi reconhecida a qualificadora de motivo torpe, pois a motivação estaria relacionada à atuação profissional do advogado.

Segundo o MPRJ, Rodrigo teria contrariando interesses de uma organização criminosa envolvida em jogos de apostas online. As investigações mostraram que o crime foi premeditado, com emboscada e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Houve monitoramento da rotina do advogado antes do ataque.

O objetivo do assassinato seria assegurar a continuidade e vantagem de crimes ligados à exploração ilegal de jogos de azar, envolvendo os condenados e o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, preso em fevereiro pela Polícia Federal e Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Além disso, o imóvel em que a vítima investiria, um sporting bar em Botafogo com apostas esportivas e dispositivos semelhantes a caça-níqueis online, poderia prejudicar os interesses da organização criminosa, que atuava na região, segundo o MPRJ.

Via Tribuna Online

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