Pesquisadores identificaram na Groenlândia microrganismos capazes de produzir oxigênio mesmo na ausência total de luz, em lagos subglaciais cobertos por camadas espessas de gelo. Esses organismos sobrevivem por meio de reações químicas que não dependem da fotossíntese.
Essa descoberta amplia o conhecimento sobre a vida em ambientes extremos e pode influenciar pesquisas na astrobiologia, já que indica que biosferas podem existir sem luz solar. O fenômeno demonstra como bactérias adaptadas conseguem manter ecossistemas funcionais no escuro e sob condições rigorosas.
O estudo também abre caminho para investigações em outras regiões geladas e pode contribuir para avanços em biotecnologia e compreensão das mudanças climáticas.
Pesquisadores descobriram na Groenlândia microrganismos que produzem oxigênio no escuro total, um processo que não depende da fotossíntese e ocorre em lagos isolados sob camadas espessas de gelo. Essa capacidade inédita amplia o entendimento sobre como a vida pode persistir em ambientes hostis, sem acesso à luz solar.
O fenômeno foi confirmado em lagos subglaciais isolados da atmosfera por milhares de anos, onde a ausência de luz impede a fotossíntese. Nessas condições, bactérias específicas ativam reações químicas internas para liberar oxigênio, mantendo um ecossistema funcional. Essa atividade funciona como uma bateria biológica autossustentável, permanente mesmo no frio intenso e na escuridão.
Esses micróbios apresentam um metabolismo adaptado para a eficiência energética máxima, suportando altas pressões e temperaturas próximas do congelamento. Seu DNA exibe mutações que facilitam o uso de compostos nitrogenados para gerar oxigênio como subproduto. Diferentemente do processo tradicional que depende de luz solar, essa forma de produção de oxigênio utiliza reações químicas com minerais presentes no ambiente glacial.
Essa descoberta traz implicações importantes para a astrobiologia, ampliando a possibilidade de encontrar vida em luas geladas como Europa e Encélado, que possuem oceanos escondidos sob gelo. A capacidade de produzir oxigênio no escuro total indica que ambientes sem luz solar podem ainda sustentar biosferas complexas, desafiando teorias anteriores sobre a necessidade da fotossíntese para a sobrevivência.
Pesquisadores planejam explorar mais locais na Groenlândia e Antártida para mapear esses ecossistemas. As informações podem ajudar a compreender os impactos das mudanças climáticas e oferecer insights para biotecnologias futuras.
Via Olhar Digital