Cientista da UFRJ admite erro em artigo sobre polilaminina e anuncia revisão com esclarecimentos sobre choque medular

Cientista da UFRJ reconhece erros em estudo sobre polilaminina e anuncia revisão com dados sobre choque medular.
07/03/2026 às 21:02 | Atualizado há 11 horas
               
Erro de digitação causou divergência entre dados do gráfico e da tabela, esclarece Tatiana. (Imagem/Reprodução: Folhavitoria)

A bióloga Tatiana Sampaio, da UFRJ, reconheceu erros em um artigo preliminar sobre polilaminina. O principal erro foi a confusão entre pacientes em um gráfico que contradizia dados da tabela sobre melhora motora. O artigo está sendo revisado para nova submissão.

A revisão inclui a afirmação de que os pacientes não estavam em choque medular ao receber a polilaminina, avaliada por testes específicos. Contudo, não há detalhes sobre quais pacientes foram submetidos a cada exame. Isso é importante para a interpretação dos resultados do tratamento.

A bióloga Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, reconheceu que o artigo preliminar sobre a polilaminina apresenta erros e está sendo revisado para nova submissão. O principal equívoco é um gráfico que confundiu pacientes 1 e 2, contradizendo dados da tabela sobre a melhora motora após um ano.

O erro, segundo Tatiana, foi uma digitação no gráfico que trouxe paciente 1 onde deveria estar paciente 2, que teve melhora. O artigo original não mencionava se os pacientes tratados haviam passado por testes que descartassem o choque medular, condição que pode causar perda temporária de movimentos e interferir na interpretação dos resultados.

Na nova versão, o texto afirma que os pacientes não estavam em choque medular ao receber a polilaminina. Essa avaliação foi feita por meio do teste do reflexo bulbocavernoso ou do sinal de Babinski, exame menos preciso. Ainda assim, não foram detalhados quais pacientes fizeram cada teste.

A revisão do artigo chegou a ser rejeitada por revistas científicas inicialmente, por não explicar o mecanismo de ação da polilaminina e por dados que aparentavam ser artefatos causados por falhas metodológicas. A molécula passou apenas por testes em animais e um piloto em humanos.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou o início da fase 1 clínica em janeiro, prevista para abril. Essa etapa vai avaliar a segurança do tratamento, seguida das fases 2 e 3, que analisarão dosagem e eficácia. Somente depois dessas etapas, o laboratório Cristália poderá pedir o registro do medicamento.

Via Folha Vitória

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