Samara Martins, líder da Unidade Popular, lançou sua pré-candidatura à Presidência da República no Dia Internacional da Mulher, em São Paulo. Ela é a única mulher negra a disputar o cargo nas eleições de 2026 e destaca em sua campanha a redução da jornada de trabalho como foco principal.
Martins enfatiza a necessidade de combater o racismo e o machismo presentes no Brasil, além da importância da presença feminina na política como uma questão estrutural. Propõe substituir a jornada 6×1 por um modelo 4 por 3, para garantir mais tempo de lazer e cuidar da saúde mental dos trabalhadores.
Além da pauta trabalhista, a candidata relaciona o aumento do feminicídio à exploração capitalista e reforça a luta por direitos trabalhistas e equidade racial e de gênero como base de sua candidatura.
Samara Martins, do partido Unidade Popular (UP), lançou neste domingo (8), em São Paulo, sua pré-candidatura à Presidência do Brasil para as eleições de 2026. Ela se apresenta como a única mulher negra na disputa nacional e diminui a jornada de trabalho como tema central de sua campanha.
A escolha do Dia Internacional da Mulher para anunciar a candidatura tem significado político. Martins destacou que, apesar do Brasil ser “majoritariamente feminino, majoritariamente negro”, as mulheres — especialmente as negras — enfrentam desigualdades salariais e exclusão dos espaços de poder. Segundo dados do IBGE, mulheres representam 51,5% da população, e pretos e pardos, 55,5%.
A pré-candidata critica o racismo e o machismo sistêmicos que mantêm essas disparidades. Para ela, a presença de mulheres no comando do país é uma necessidade estrutural, não apenas simbólica.
Martins também enfatiza a luta contra a escala de trabalho 6×1, modelo que considera exploratório e prejudicial à saúde mental dos trabalhadores. Ela propõe a adoção de uma jornada 4 por 3, que permita mais tempo para lazer e vida em família, questão que impacta sobretudo as mulheres, responsáveis por jornadas triplas entre trabalho formal e cuidados domésticos.
Além da pauta trabalhista, ela relaciona o aumento do feminicídio à lógica capitalista, apontando que as mulheres continuam sendo tratadas como mercadoria na sociedade.
Samara Martins, aos 36 anos, lidera a Unidade Popular e aposta na defesa dos direitos trabalhistas e na equidade racial e de gênero como bases centrais para sua candidatura.
Via Sputnik Brasil