O Espírito Santo registrou aumento significativo na matrícula de alunos em tempo integral, passando de 8,3% em 2020 para 19,4% em 2025. No ensino médio estadual, essa proporção chega a 37,8%, conforme dados do Censo Escolar da Educação Básica 2025.
Apesar do crescimento, especialistas alertam para a necessidade de investimentos em formação de professores, infraestrutura e atividades pedagógicas adequadas para garantir qualidade na modalidade. O ensino integral também contribui para a redução da vulnerabilidade social dos estudantes, promovendo uma rotina mais organizada e produtiva.
O levantamento do Inep ainda revela que o Espírito Santo tem o menor número de matrículas em uma década, totalizando 867 mil estudantes. Cresce em todo o país a oferta de ensino em tempo integral, mas preocupações persistem quanto à redução das vagas no ensino regular.
Em cinco anos, o Espírito Santo ampliou o número de estudantes matriculados em tempo integral, passando de 8,3% em 2020 para 19,4% em 2025. No ensino médio da rede estadual, a proporção é ainda maior, atingindo 37,8%. Apesar do aumento, especialistas enfatizam a importância da qualidade no ensino integral, destacando a necessidade de investimento em formação docente, infraestrutura e propostas pedagógicas adequadas.
O Censo Escolar da Educação Básica de 2025, divulgado pelo Inep, destaca que o Espírito Santo conta com 867 mil matrículas na educação básica, o menor número registrado em uma década. O levantamento abrange todas as etapas, do ensino infantil ao médio, e revela um crescimento progressivo da oferta de ensino em tempo integral em todo o país.
Vanessa Cavalcante, especialista em gestão escolar, ressalta que o sucesso do ensino em tempo integral depende da ampliação de experiências, como atividades culturais, esportivas e reforço pedagógico, garantindo que o tempo extra na escola seja produtivo e contribua para o desenvolvimento dos estudantes. Penha Peterli, psicopedagoga, reforça que a formação contínua dos professores é essencial para manter a motivação dos alunos e superar defasagens.
O aumento do ensino em tempo integral também reduz a vulnerabilidade social, por proporcionar rotina mais organizada e menos tempo ocioso para os alunos. Contudo, Renato Oliveira, psicólogo clínico e especialista em psicopedagogia, alerta que a expansão desta modalidade diminui vagas no ensino regular, um ponto a ser observado.
Via Tribuna Online