“Arco” é uma animação em 2D que narra a história de um garoto de 10 anos transportado para o ano de 2075, um futuro marcado por crises. Junto à Iris e ao robô Mikki, ele tenta voltar para um tempo pacífico, trazendo uma mensagem de esperança.
Dirigido pelo francês Ugo Bienvenu e produzido por Natalie Portman, o filme foi criado durante a pandemia como uma reflexão otimista sobre o futuro. A escolha do formato 2D valoriza a delicadeza da arte em animação.
Reconhecido em festivais como Annecy e Annie Awards, “Arco” mostra que imaginar futuros melhores é um ato político, combinando uma narrativa sincera com estética vibrante e traços expressivos.
Em um cenário atual dominado por histórias apocalípticas, Arco surge como uma proposta que aposta na esperança. O filme, que concorre ao Oscar de melhor animação, mostra um futuro distante em que Arco, um garoto de 10 anos, se vê transportado para 2075, um período de crises. Lá, ele encontra Iris e, junto do robô Mikki, parte numa jornada para voltar ao tempo pacífico de onde veio.
Dirigido pelo francês Ugo Bienvenu, o longa foi produzido por Natalie Portman, que também faz a voz original do protagonista. A ideia nasceu durante a pandemia, quando o diretor refletia sobre o futuro e o que gostaria de deixar para seus filhos. Ele buscou criar uma narrativa que não se rendesse ao cinismo, mas que inspirasse uma imaginação mais doce e realista sobre o que está por vir.
Arco é uma animação em 2D, um formato escolhido por Bienvenu para valorizar a delicadeza e preservar uma arte em risco de extinção. A estética do filme apresenta traços expressivos e paletas vibrantes, reforçando que a animação é, antes de tudo, uma pintura em movimento.
O longa acumula prêmios importantes, como o Festival de Annecy e o Annie Awards de melhor animação independente, além de ser reconhecido pela honestidade com que aborda a esperança sem ignorar os desafios atuais. Assim, Arco mostra que imaginar futuros melhores é, em si, um ato político com impactos profundos.
Via Tribuna Online