Tartaruga-cabeçuda de 60 anos volta a desovar no Espírito Santo

Tartaruga-cabeçuda de 60 anos, monitorada pelo Projeto Tamar, retorna para desovar no Espírito Santo durante temporada atual.
10/03/2026 às 06:41 | Atualizado há 3 horas
               
Tartaruga-cabeçuda de 60 anos reaparece no ES, surpreendendo pesquisadores em 2025. (Imagem/Reprodução: Tribunaonline)

Uma tartaruga-cabeçuda de aproximadamente 60 anos, marcada pelo Projeto Tamar há 37 anos, foi vista novamente na praia de Povoação, Linhares, ES. A tartaruga foi identificada por uma marca de aço nas nadadeiras dianteiras, revelando sua longa trajetória acompanhada pelos pesquisadores.

O biólogo Alex Santos explica que a espécie pode estar desovando junto com suas filhas e netas, destacando a importância das gerações na conservação dessa tartaruga vulnerável. A espécie Caretta caretta é a mais comum na costa brasileira e contribui com milhares de ninhos na região.

O Projeto Tamar segue utilizando o método de marcação com aço, além de microchips e satélites, para garantir o monitoramento e proteção dos animais marinhos durante as temporadas de desova.

Uma tartaruga-cabeçuda com cerca de 60 anos, marcada pelo Projeto Tamar no final dos anos 1980, foi vista novamente na praia de Povoação, em Linhares, Espírito Santo. O flagrante ocorreu em 2 de dezembro de 2025, no período da atual temporada de desova, que começou em setembro e termina este mês.

O biólogo Alex Santos, coordenador de Pesquisa e Conservação do Projeto Tamar no Espírito Santo, destacou que encontrar um animal marcado há 37 anos é raro. A tartaruga estava com uma única marca de aço nas nadadeiras dianteiras, o que permitiu a identificação. Na época da primeira marcação, ela já era adulta, com idade estimada mínima de 25 anos, elevando sua idade atual para pelo menos 60 anos.

Durante esses 37 anos, os pesquisadores avistaram a mesma tartaruga sete vezes. Santos acredita que ela pode estar desovando junto com suas “netas”, uma vez que a maturidade sexual da espécie ocorre em torno dos 20 a 25 anos, mostrando uma sobreposição de gerações.

A tartaruga-cabeçuda, cientificamente chamada Caretta caretta, é a mais comum na costa brasileira e em risco de vulnerabilidade. Cada fêmea costuma fazer cinco ninhos por temporada, com cerca de 120 ovos em cada. No Espírito Santo, entre 3.000 e 3.500 ninhos dessas tartarugas são feitos por temporada.

O Projeto Tamar ainda usa marcas de aço para identificar os animais, método complementar ao monitoramento por microchip e satélite, garantindo a continuidade da conservação.

Via Tribuna Online

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