O GPA firmou acordo com os principais credores para implementar um plano de recuperação extrajudicial. A empresa destacou que suas operações diárias permanecem normais e que as atividades não serão afetadas por esse processo.
O plano abrange R$4,5 bilhões em obrigações sem garantia, excluindo dívidas operacionais e pagamentos a fornecedores, trabalhistas e clientes. A medida visa garantir a liquidez de curto prazo e a sustentabilidade financeira, criando um ambiente seguro para negociações enquanto mantém o funcionamento das lojas.
O GPA anunciou acordo com seus principais credores para a apresentação de um plano de recuperação extrajudicial. A empresa ressaltou que suas operações continuam preservadas e que as atividades diárias não terão impacto por conta desse acordo.
O plano abrange cerca de R$4,5 bilhões em obrigações sem garantia, que não incluem dívidas operacionais ou correntes. Estão fora desse processo pagamentos a fornecedores, obrigações trabalhistas e compromissos com clientes, preservando o funcionamento regular da companhia.
O conselho de administração aprovou o acordo de maneira unânime. O grupo, que controla a rede de supermercados Pão de Açúcar, enfrentou prejuízos nos últimos anos e passou por mudanças acionárias em 2025, com o Grupo Coelho Diniz tornando-se principal acionista e alterações na presidência da empresa.
Em 2025, o GPA registrou prejuízo líquido de aproximadamente R$651 milhões e encerramento do ano com dívida líquida de R$2 bilhões. O auditor externou dúvidas sobre a capacidade de continuidade operacional, destacando um capital circulante negativo e dívidas com vencimentos previstos para 2026.
O plano tem efeito imediato e suspende obrigações da companhia com credores que representam 46% do total de créditos relacionados, totalizando R$2,1 bilhões. A expectativa é ampliar esse apoio nos próximos 90 dias, buscando solucionar a liquidez de curto prazo e a saúde financeira futura.
A empresa enfatizou que a medida cria ambiente seguro para negociações e mantém a normalidade das operações das lojas, garantindo pagamentos regulares a parceiros e fornecedores, excluídos do processo de recuperação extrajudicial.
Via Forbes Brasil