Toffoli se declara suspeito para julgar CPI do Banco Master por motivo de foro íntimo

Ministro Toffoli abre mão de julgar CPI do Banco Master alegando foro íntimo. Caso segue para novo relator no STF.
11/03/2026 às 19:02 | Atualizado há 13 horas
               
Ministro Toffoli se declara suspeito para relatar mandado sobre criação de CPI. (Imagem/Reprodução: Noticiabrasil)

O ministro do STF Dias Toffoli declarou-se suspeito para julgar o pedido de CPI que investigaria o Banco Master. A decisão foi motivada por foro íntimo, e o processo foi encaminhado para outro relator.

O pedido foi apresentado pelo deputado Rodrigo Rollemberg, que obteve apoio para a CPI. A investigação enfrenta resistência na Câmara. Toffoli renunciou após ligação familiar com empresa ligada ao banco.

O escândalo envolve acusações de fraude, prisão do dono do Banco Master e bloqueio de bens. Investigações apontam para carteiras de crédito falsas e irregularidades entre bancos.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli declarou-se suspeito para julgar o pedido de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigaria a relação entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB). A decisão foi formalizada nesta quarta-feira (11) por motivos de foro íntimo, com o processo encaminhado para nova designação de relator.

O pedido de CPI foi apresentado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg, do PSB, que afirma contar com o apoio de mais de um terço dos membros da Câmara dos Deputados, requisito necessário para abertura da investigação. No entanto, a instalação da CPI enfrentou resistência do presidente da Câmara, Hugo Motta, do Republicanos-PB.

Toffoli já havia sido inicialmente sorteado para relatar o caso no STF, mas renunciou à função após a divulgação de que uma empresa ligada à sua família, da qual era sócio, vendeu parte de um resort a um fundo associado ao Banco Master em 2021. O novo relator designado é o ministro André Mendonça.

O escândalo envolvendo o Banco Master envolve acusações de fraude e resultou na prisão do dono da instituição, Daniel Vorcaro, acusado de emitir títulos de crédito falsos. Em novembro de 2025, a 10ª Vara Federal de Brasília bloqueou bens do Banco Master, BRB e executivos no valor de R$ 12,2 bilhões, como parte da Operação Compliance Zero.

As investigações, abertas em 2024, surgiram após denúncia do Ministério Público Federal sobre a possível criação de carteiras de crédito falsas, negociadas entre instituições bancárias e substituídas por ativos sem avaliação técnica adequada, segundo a Polícia Federal.

Via Sputnik Brasil

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