A participação de mulheres na produção científica brasileira aumentou de 38% para 49% entre 2002 e 2022. Apesar desse avanço, a representatividade feminina nas decisões políticas é limitada, com apenas 21,5% dos pesquisadores mais citados sendo mulheres.
A presença feminina é maior em áreas como enfermagem, farmacologia e psicologia, enquanto ciências exatas têm baixa representação. Problemas como a dupla jornada e barreiras culturais dificultam a liderança feminina na ciência.
Projetos como o Mulher+Tech, previsto para 2026, buscam ampliar a inclusão digital de mulheres em comunidades vulneráveis. O objetivo é promover maior equidade na ciência e tecnologia, ampliando também a influência feminina nas políticas públicas.
A presença de mulheres na pesquisa científica no Brasil cresceu significativamente, passando de 38% para 49% entre 2002 e 2022, segundo relatório da Elsevier divulgado pela Bori. No entanto, a influência feminina nas decisões públicas ainda é limitada. Entre os 107 pesquisadores mais citados em políticas públicas, apenas 23 são mulheres, o que representa 21,5%.
A participação feminina é maior em áreas como enfermagem (80%), farmacologia (62%) e psicologia (61%), enquanto ciências exatas como matemática (19%) e computação (21%) têm baixa adesão. Ester Sabino, imunologista e uma das pesquisadoras mais influentes, destaca que a dupla jornada e barreiras culturais dificultam a liderança feminina na ciência.
Além disso, pesquisadores como Carolina Brito apontam que poucas mulheres em áreas de exatas assumem mais tarefas institucionais, o que consome tempo e dificulta a progressão na carreira. Apesar disso, o Brasil aparece entre os três países com maior representação feminina em publicações científicas, atrás apenas da Argentina e Portugal.
O projeto Mulher+Tech, previsto para 2026 em parceria com a ONU Mulheres, busca ampliar a inclusão digital de mulheres e meninas vulneráveis. A proposta é fortalecer a participação feminina em ciência e tecnologia, especialmente em comunidades menos favorecidas.
Embora o número de autoras tenha crescido, a liderança e impacto feminino nas políticas públicas e grandes projetos científicos ainda precisam de avanços para promover maior equidade.
Via Galileu