Defesa de Antônio Leopoldo aguarda julgamento tranquilo sobre morte de juiz no Espírito Santo

Defesa de Antônio Leopoldo espera julgamento tranquilo na análise do caso da morte do juiz no ES após quase 20 anos.
12/03/2026 às 10:07 | Atualizado há 6 dias
               
Juiz Alexandre Martins de Castro Filho foi assassinado em 24/03/2003 em Vila Velha. (Imagem/Reprodução: Folhavitoria)

A defesa do juiz aposentado Antônio Leopoldo Teixeira aguarda um julgamento tranquilo no Tribunal de Justiça do Espírito Santo, que vai analisar os recursos relacionados à sua condenação pela morte do juiz Alexandre Martins, ocorrida em 2003.

O advogado de defesa destaca a fragilidade das provas apresentadas, afirmando que as acusações foram ajustadas várias vezes devido às inconsistências do processo. O julgamento avalia os recursos e o voto do relator, sem previsão de novas provas na sessão.

O caso envolve outras pessoas e já passou por decisões sobre qual instância deveria julgar o processo, que está no TJES devido ao foro privilegiado. Antônio Leopoldo nega participação no crime e o processo segue para possíveis recursos em instâncias superiores.

A defesa do juiz aposentado Antônio Leopoldo Teixeira aguarda um julgamento “sereno” durante a análise do processo que apura o assassinato do juiz Alexandre Martins de Castro Filho, ocorrido em 2003. O julgamento acontece nesta quinta-feira (12), no Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), em Vitória, e avaliará os recursos contra a condenação do magistrado apontado como um dos mandantes do crime.

Em entrevista à TV Vitória/Record, o advogado Fabrício Campos destacou que pretende mostrar aos desembargadores a fragilidade das provas apresentadas, ressaltando que a acusação contra Leopoldo foi ajustada ao longo do tempo, conforme a defesa questionava elementos do processo. “À medida que se demonstrava que certa prova era irregular, surgiam outras versões”, afirmou.

O julgamento de hoje visa analisar os argumentos das partes e o voto do relator, sem previsão de apresentação de novos recursos na sessão. Porém, recursos poderão ser apresentados posteriormente, dependendo da decisão do tribunal, podendo chegar a instâncias superiores como o Superior Tribunal de Justiça ou o Supremo Tribunal Federal.

O caso já passou por discussões jurídicas sobre qual instância deveria conduzir o julgamento. Após decisão do Supremo Tribunal Federal, o processo ficará no Tribunal de Justiça devido ao foro por prerrogativa de função do acusado. Lepoldo nega as acusações que o ligam a participação no homicídio, que também envolve outros dois mandantes.

A morte do juiz Alexandre Martins ocorreu em 24 de março de 2003, em Vila Velha. Dez pessoas foram acusadas, e o julgamento do juiz aposentado, que enfrentou adiamentos devido a diversos recursos, marca um avanço após quase 20 anos.

Via Folha Vitória

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