Empresário alvo de atentado a tiros na Serra presta depoimento à polícia; investigação da Operação Baest está em andamento

Empresário ferido em atentado na Serra presta depoimento; caso está sob investigação da Operação Baest, que apura crimes financeiros ligados ao tráfico.
12/03/2026 às 13:21 | Atualizado há 4 horas
               
Descrição incompleta dificulta entendimento; focar em continuidade da Operação Baest. (Imagem/Reprodução: Eshoje)

O empresário Adilson Ferreira, de 54 anos, prestou depoimento à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra após ser alvo de um atentado a tiros na noite de quarta-feira em Jacaraípe. Sua caminhonete foi atingida por cinco disparos, mas ele não se feriu, tendo simulado um tiro para despistar os agressores.

O ataque foi realizado por três homens encapuzados que abriram fogo contra o veículo. A Polícia Militar fez buscas na região, mas não localizou os suspeitos. O atentado está sendo investigado no contexto da Operação Baest, ação que mira crimes como lavagem de dinheiro e tráfico de drogas ligados ao Primeiro Comando de Vitória.

O empresário é suspeito de envolvimento em esquema financeiro criminoso. A operação já bloqueou milhões em bens e cumpriu mandados em vários estados. A polícia não descarta que o atentado tenha ligação com disputas relacionadas ao esquema ilícito ou outras investigações sobre o crime organizado.

O empresário Adilson Ferreira, de 54 anos, prestou depoimento à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra após sofrer um ataque a tiros na noite de quarta-feira, em Jacaraípe. Sua caminhonete foi atingida por cinco disparos, mas ele não ficou ferido, tendo simulado um tiro para despistar os agressores, segundo seu advogado Douglas Luz.

O ataque ocorreu por volta das 19h, quando três homens encapuzados desceram de um carro preto e alvejaram o veículo. A Polícia Militar fez buscas, mas não localizou os suspeitos. Ainda conforme o advogado, os atiradores rondaram a região por cerca de quatro horas antes da tentativa.

Esse atentado está sendo investigado dentro do contexto da Operação Baest. Deflagrada em maio de 2025, a ação da Polícia Civil mira crimes como lavagem de dinheiro e tráfico de drogas ligados ao chamado braço financeiro da facção Primeiro Comando de Vitória (PCV). A operação bloqueou cerca de R$ 104 milhões em bens e cumpriu dezenas de mandados em diversos estados.

O relatório final apontou o empresário como suspeito de envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro vinculado ao tráfico. A investigação ganhou repercussão após o delegado Romualdo Gianordoli revelar possíveis conexões do empresário com um desembargador federal. Esse fato levou à reavaliação das provas e à exoneração do delegado, cuja saída foi atribuída a motivos administrativos pelo governo do Estado. Uma segunda fase da Operação Baest está sendo considerada, incluindo revisão das evidências.

A polícia não descarta ligações do atentado com disputas relacionadas ao esquema financeiro ou outras investigações sobre o crime organizado.

Via ES Hoje

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