Dia Mundial do Rim: entenda por que o rim é o órgão mais transplantado no Brasil

Conheça os motivos que fazem do rim o órgão com maior demanda para transplantes no Brasil e saiba como prevenir doenças renais.
12/03/2026 às 14:01 | Atualizado há 4 horas
               
Alta demanda por transplante renal cresce devido a doenças crônicas e diagnósticos tardios. (Imagem/Reprodução: Revistagalileu)

No Dia Mundial do Rim, destaca-se a alta demanda por transplantes renais no Brasil. Atualmente, cerca de 45 mil pessoas aguardam por um rim, devido ao aumento de casos de doenças crônicas como hipertensão e diabetes, principais causas da falência renal.

O transplante renal é a principal forma de recuperar a qualidade de vida para esses pacientes. A hemodiálise é o tratamento mais comum enquanto esperam pelo órgão. A doação em vida ajuda a reduzir a fila, que segue critérios técnicos e de prioridade para crianças e pacientes críticos.

Prevenir doenças renais com hábitos saudáveis, exames regulares e evitar a automedicação são medidas essenciais. A conscientização sobre a doação de órgãos também é fundamental para diminuir o tempo de espera.

Nesta quinta-feira, no Dia Mundial do Rim, chama a atenção a questão do alto número de pessoas que dependem de terapias alternativas para a função renal no Brasil. Cerca de 180 mil pacientes realizam hemodiálise ou diálise peritoneal, com quase 92% utilizando a hemodiálise, que substitui parcialmente o papel dos rins.

O transplante renal é apontado como a principal forma de recuperar qualidade de vida para muitos desses pacientes. Atualmente, 44.759 pessoas estão na fila do Sistema Nacional de Transplantes aguardando um rim. Esse número reflete fatores como o envelhecimento da população, o aumento das doenças crônicas e o diagnóstico tardio dos problemas nos rins.

A doença renal crônica é silenciosa. O nefrologista Alexandre Bignelli explica que a indicação para transplante ocorre na fase 5 da doença, quando os rins filtram menos de 15% de sua capacidade. Sintomas claros costumam surgir já com o comprometimento avançado do órgão, pois a dor quase nunca alerta para o problema.

Hipertensão e diabetes são as principais causas da falência renal, sobretudo entre idosos. O controle rigoroso dessas condições é essencial para evitar a progressão para a falência renal. Outras causas são inflamações, doenças genéticas e problemas que dificultam a eliminação da urina. O uso indiscriminado de anti-inflamatórios também é um fator de risco.

Como o ser humano tem dois rins, existe a possibilidade de doação em vida, o que ajuda a aliviar a demanda, mas a fila segue organizada por critérios técnicos e geográficos. Crianças, adolescentes e pacientes críticos têm prioridade.

Medidas preventivas incluem manter o peso adequado, hidratação, exercícios e evitar automedicação. Também é importante realizar exames regulares para identificar problemas precocemente e aumentar a conscientização sobre a doação de órgãos.

Via Galileu

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.