Chef do renomado restaurante Noma enfrenta denúncias de abusos no trabalho

Chef do Noma é acusado de agressões e ambiente tóxico na cozinha, repercutindo internacionalmente.
12/03/2026 às 21:41 | Atualizado há 3 horas
               
Relatos revelam violência nos bastidores do renomado restaurante Noma e silêncio da equipe. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

O famoso restaurante Noma, em Copenhague, está no centro de denúncias por práticas abusivas no ambiente de trabalho. Ex-funcionários relatam agressões físicas e psicológicas, principalmente contra estagiários e jovens cozinheiros, durante o comando do chef René Redzepi.

Relatos incluem episódios de humilhação coletiva e agressões físicas, como socos, que ocorreram mesmo após pedidos públicos de desculpas do chef. A cultura tóxica teria se estendido por anos e refletido na equipe atual.

A repercussão cresceu com a abertura do pop-up do Noma em Los Angeles, onde os preços elevados e as denúncias causam críticas e afastamento de patrocinadores. O caso evidencia os desafios na cultura da alta gastronomia, especialmente no que tange à saúde e respeito dos trabalhadores.

O renomado restaurante Noma, em Copenhague, famoso por sua alta gastronomia e pelo chef René Redzepi, vem sendo alvo de denúncias que revelam um passado de abuso físico e psicológico na cozinha. Ex-funcionários relataram que Redzepi praticava agressões como socos, humilhações públicas e intimidações diversas durante o trabalho, especialmente contra estagiários e jovens cozinheiros.

Um dos relatos mais chocantes envolve um episódio de 2014, no qual Redzepi obrigou sua equipe a participar de uma humilhação coletiva após um subchefe tocar música techno, gênero que o chef não apreciava. Em outra ocasião, ele supostamente agrediu uma cozinheira com socos durante o atendimento.

A cultura tóxica do Noma, segundo esses relatos, perdurou por anos, mesmo com pedidos públicos de desculpas do chef. Embora Redzepi tenha afirmado que trabalha para controlar sua raiva e tenha se afastado da operação diária, muitos ex-membros da equipe afirmam que a prática abusiva continuou, por vezes sob chefes seniores como extensão do comportamento do fundador.

O caso ganhou nova repercussão com a inauguração recente do pop-up do Noma em Los Angeles, onde jantares são servidos por US$ 1.500, suscitando críticas sobre a exploração dos profissionais da cozinha e a exclusividade do empreendimento. Patrocinadores importantes se retiraram do evento, demonstrando preocupação com as denúncias.

Além das agressões físicas, o ambiente de trabalho era marcado por jornadas longas, pressão constante e medo entre a equipe, fatores comuns na alta gastronomia, mas que neste caso ultrapassaram limites e deixaram marcas profundas nos envolvidos.

Via InfoMoney

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.