Novo malware para Android intercepta pagamentos via Pix no Brasil

Malware para Android altera destinatário de pagamentos Pix em tempo real. Saiba como se proteger desse golpe crescente no Brasil.
13/03/2026 às 12:47 | Atualizado há 5 horas
               
Malware que troca a chave do Pix na tela do celular sem o usuário perceber. (Imagem/Reprodução: Olhardigital)

Um novo malware para Android chamado PixRevolution tem atacado usuários do sistema Pix no Brasil. Ele intercepta transferências em tempo real, trocando a chave do destinatário para uma conta de criminosos, enquanto a vítima acredita que o pagamento foi concluído.

O golpe ocorre por meio de aplicativos falsos que simulam lojas oficiais, induzindo o download do trojan com permissão para monitorar e alterar operações no smartphone. O PixRevolution não depende de bancos específicos e explora a instantaneidade do Pix para realizar a fraude rapidamente, afetando milhões de usuários.

Um novo malware para Android, chamado PixRevolution, tem explorado o sistema de pagamentos instantâneos Pix no Brasil para desviar transferências em tempo real. Desenvolvido para agir no momento exato da operação, o trojan monitora a tela do smartphone e muda a chave do destinatário para uma conta controlada por criminosos, enquanto a interface mostra a transação como concluída.

Esse ataque é possível por meio de aplicativos falsos que imitam a Google Play Store, induzindo a instalação de arquivos APK maliciosos. Os apps falsos se passam por serviços conhecidos, como Expedia, Correios, XP Investimentos e Sicredi, e incluem orientações para facilitar a ativação de uma permissão de acessibilidade chamada “Revolution”. Essa permissão permite que o malware leia a tela do dispositivo, realize toques e acompanhe atividades em qualquer app, incluindo os bancários.

O PixRevolution mantém conexão constante com um servidor de comando, capturando e transmitindo imagens da tela para operadores humanos ou sistemas automatizados que identificam quando uma transferência via Pix está em andamento. Eles executam a substituição da chave do destinatário em poucos segundos, fazendo a vítima acreditar que o pagamento seguiu corretamente.

Por monitorar todas as telas do aparelho, o trojan não depende de uma lista específica de bancos para agir. A operação é organizada, utilizando vários domínios e etapas para instalação. O Pix é alvo desse crime devido à instantaneidade das transferências, que não podem ser revertidas, o que aumenta o risco para os mais de 150 milhões de usuários do sistema.

Via Olhar Digital

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