Descoberta na Espanha revela nova espécie de vespa de 100 milhões de anos

Pesquisadores encontram vespa com 100 milhões de anos preservada em âmbar na Espanha, revelando detalhes inéditos do Cretáceo.
13/03/2026 às 19:01 | Atualizado há 7 horas
               
Descoberta de vespa fóssil de 100 milhões de anos revela segredos do Cretáceo. (Imagem/Reprodução: Olhardigital)

Uma nova espécie de vespa foi descoberta na caverna de El Soplao, na Cantábria, Espanha, com 100 milhões de anos de idade. O fóssil está preservado em âmbar com alta qualidade, permitindo uma análise detalhada de sua anatomia e comportamento.

Nomeada Cretevania orgonomecorum, essa vespa é um exemplar da família Evaniidae e apresenta características morfológicas únicas. Técnicas avançadas como a microtomografia 3D foram usadas para estudar suas partes sem danificar o fóssil.

Esta descoberta ajuda a entender melhor a evolução das vespas parasitas e a biodiversidade do período Cretáceo. O âmbar espanhol se mostra uma fonte valiosa para pesquisas sobre formas de vida antigas e seu habitat, que incluía florestas tropicais úmidas.

Uma importante descoberta na região da Cantábria, Espanha, revelou detalhes inéditos sobre a vida no Cretáceo. Pesquisadores identificaram a vespa de 100 milhões de anos, preservada em âmbar com alta qualidade. Essa peça, extraída da caverna de El Soplao, oferece uma janela para a anatomia e o comportamento de espécies antigas.

A espécie, chamada Cretevania orgonomecorum, pertence à família Evaniidae e distingue-se por seus traços morfológicos únicos. O exame detalhado, realizado por meio de microtomografia 3D, permitiu visualizar estruturas microscópicas, como as nervuras das asas e as antenas segmentadas, sem danificar o fóssil. Essa técnica digital possibilitou a análise completa dos órgãos internos e das texturas na carapaça de quitina.

O habitat original da vespa eram florestas tropicais úmidas, e seu tamanho era inferior a 4,5 mm. As mandíbulas e as articulações indicam um nicho ecológico específico durante a era dos dinossauros, enquanto as asas apresentam padrões que sugerem adaptação ao voo em ambientes densos.

Este achado contribui para preencher lacunas na evolução das vespas parasitas, relacionando características morfológicas antigas com as espécies atuais. A preservação excepcional do âmbar espanhol continua sendo uma fonte valiosa para descobrir novas formas de vida do período Cretáceo e ampliar o entendimento da biodiversidade da época.

O avanço das tecnologias como a microtomografia 3D facilita o estudo sem prejudicar os fósseis, permitindo que pesquisas futuras adicionem mais informações relevantes sobre a vida pré-histórica registrada em El Soplao.

Via Olhar Digital

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