A França decidiu manter seu porta-aviões Charles de Gaulle no Mediterrâneo Oriental, recusando o pedido dos Estados Unidos para enviar reforços navais ao estreito de Ormuz.
O governo francês afirma que sua posição segue defensiva e não pretende alterar sua estratégia, apesar do aumento das tensões na região do Golfo Pérsico.
Essa decisão evidencia divergências entre aliados sobre a atuação militar para garantir a segurança energética global, em meio a uma escalada de conflitos que impactam o mercado mundial de petróleo.
A França confirmou a permanência do porta-aviões Charles de Gaulle no Mediterrâneo Oriental, recusando o pedido dos Estados Unidos para reforçar a segurança no estreito de Ormuz. O Ministério das Relações Exteriores francês apontou que a posição de Paris no Oriente Médio segue sendo defensiva, apesar do aumento das tensões na região.
Recentemente, o presidente dos EUA, Donald Trump, solicitou que aliados como China, Japão, Reino Unido e França enviem navios de guerra para garantir a segurança no estreito, uma rota crucial para o transporte global de petróleo e gás natural liquefeito. Esse pedido ganhou força após os ataques de fevereiro entre EUA, Israel e Irã, que elevaram a tensão regional.
A escalada gerou um bloqueio prático do estreito de Ormuz, afetando a exportação de petróleo do Golfo Pérsico e impactando o mercado mundial de energia. O Irã respondeu a ataques sofridos com ações contra alvos israelenses e bases militares americanas na região, contribuindo para a insegurança local.
A ministra da Defesa da França, Catherine Vautrin, reforçou que o governo não prevê enviar navios para o estreito no momento, mantendo sua estratégia no Mediterrâneo Oriental. O porta-aviões francês, o único em operação, seguirá operando nessa área, sem mudanças nos planos originais.
Esse posicionamento demonstra uma divergência entre os aliados quanto à atuação militar no Golfo Pérsico, diante da complexidade política e das consequências para a segurança energética global.
Via Sputnik Brasil