NASA inicia construção do drone robótico que vai explorar Titã, maior lua de Saturno

NASA constrói drone robótico Dragonfly para missão em Titã, maior lua de Saturno, com lançamento previsto para 2028.
16/03/2026 às 06:48 | Atualizado há 5 horas
               
A descrição está clara e informativa, destacando a inovação e o alvo da missão espacial. (Imagem/Reprodução: Olhardigital)

Engenheiros da Universidade Johns Hopkins começaram a montagem e testes do Dragonfly, um drone robótico destinado a explorar Titã, maior lua de Saturno. A missão da NASA está prevista para ser lançada em 2028 e visa estudar a superfície e atmosfera dessa lua.

O veículo, semelhante ao tamanho de um carro, terá autonomia para voar e pousar em diferentes locais de Titã para coletar dados sobre sua geologia e composição química. Diferente do helicóptero Ingenuity, que usou energia solar em Marte, o Dragonfly usará energia nuclear para suportar o longo período da missão em uma atmosfera densa e com pouca luz.

Engenheiros do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins começaram a montação e os testes iniciais do Dragonfly, um veículo robótico com rotores que será enviado para Titã, a maior lua de Saturno. A missão da NASA, prevista para lançamento em 2028, visa explorar detalhes da superfície e atmosfera desse corpo celeste.

O drone científico, com tamanho aproximado ao de um carro, deve voar pela densa atmosfera de Titã, pousando em vários locais para coletar dados essenciais sobre a geologia e química locais. Essa será a segunda missão da NASA a utilizar uma aeronave de asas rotativas fora da Terra, após o helicóptero Ingenuity em Marte, que realizou mais de 70 voos entre 2021 e 2024.

Diferentemente do Ingenuity, que usava energia solar, o Dragonfly terá fontes nucleares para operar por mais tempo e em ambientes com pouca luz, característica marcante em Titã. O projeto tem custo estimado em US$ 3,35 bilhões, um valor muito maior que os US$ 85 milhões investidos no helicóptero marciano.

Titã é uma lua intrigante por sua atmosfera rica em compostos orgânicos, o que aumenta o interesse dos cientistas sobre a possível origem de processos semelhantes aos da Terra primitiva. Até agora, apenas a sonda Huygens, da ESA, pousou ali em 2005, enviando dados por poucas horas.

Nos testes atuais, os técnicos avaliam o módulo eletrônico, que atua como o cérebro da nave controlando navegação e processamento de dados. Após essa fase, o Dragonfly seguirá para avaliações técnicas e, mais tarde, deve ser lançado do Centro Espacial Kennedy a bordo de um foguete Falcon Heavy, da SpaceX.

Via Olhar Digital

Sem tags disponíveis.
Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.