Engenheiros da Universidade Johns Hopkins começaram a montagem e testes do Dragonfly, um drone robótico destinado a explorar Titã, maior lua de Saturno. A missão da NASA está prevista para ser lançada em 2028 e visa estudar a superfície e atmosfera dessa lua.
O veículo, semelhante ao tamanho de um carro, terá autonomia para voar e pousar em diferentes locais de Titã para coletar dados sobre sua geologia e composição química. Diferente do helicóptero Ingenuity, que usou energia solar em Marte, o Dragonfly usará energia nuclear para suportar o longo período da missão em uma atmosfera densa e com pouca luz.
Engenheiros do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins começaram a montação e os testes iniciais do Dragonfly, um veículo robótico com rotores que será enviado para Titã, a maior lua de Saturno. A missão da NASA, prevista para lançamento em 2028, visa explorar detalhes da superfície e atmosfera desse corpo celeste.
O drone científico, com tamanho aproximado ao de um carro, deve voar pela densa atmosfera de Titã, pousando em vários locais para coletar dados essenciais sobre a geologia e química locais. Essa será a segunda missão da NASA a utilizar uma aeronave de asas rotativas fora da Terra, após o helicóptero Ingenuity em Marte, que realizou mais de 70 voos entre 2021 e 2024.
Diferentemente do Ingenuity, que usava energia solar, o Dragonfly terá fontes nucleares para operar por mais tempo e em ambientes com pouca luz, característica marcante em Titã. O projeto tem custo estimado em US$ 3,35 bilhões, um valor muito maior que os US$ 85 milhões investidos no helicóptero marciano.
Titã é uma lua intrigante por sua atmosfera rica em compostos orgânicos, o que aumenta o interesse dos cientistas sobre a possível origem de processos semelhantes aos da Terra primitiva. Até agora, apenas a sonda Huygens, da ESA, pousou ali em 2005, enviando dados por poucas horas.
Nos testes atuais, os técnicos avaliam o módulo eletrônico, que atua como o cérebro da nave controlando navegação e processamento de dados. Após essa fase, o Dragonfly seguirá para avaliações técnicas e, mais tarde, deve ser lançado do Centro Espacial Kennedy a bordo de um foguete Falcon Heavy, da SpaceX.
Via Olhar Digital