Pesquisadores observam mudança incomum no movimento do núcleo da Terra

Estudos indicam que o núcleo da Terra desacelerou sua rotação e pode estar girando ao contrário da superfície.
16/03/2026 às 08:02 | Atualizado há 4 horas
               
Núcleo interno da Terra desacelera e parece girar ao contrário, um ciclo natural. (Imagem/Reprodução: Danuzionews)

Cientistas identificaram que o núcleo sólido da Terra pode estar desacelerando sua rotação e até girando em sentido contrário ao da crosta. A análise de ondas sísmicas de terremotos mostrou essa alteração incomum.

Esse movimento pode ser parte de um ciclo natural que ocorre a cada 60 ou 70 anos, causado pela interação entre o núcleo, o manto e a camada líquida ao redor. Embora seja uma descoberta importante, o fenômeno não oferece riscos à vida na superfície.

A mudança na rotação do núcleo tem impacto mínimo no comprimento dos dias, alterando apenas frações de milissegundos, segundo os pesquisadores. O estudo ajuda a entender melhor a dinâmica interna do planeta.

Cientistas revelaram que o núcleo da Terra pode ter diminuído sua rotação e até começado a girar em sentido contrário ao da superfície do planeta. Essa descoberta surgiu após a análise de ondas sísmicas produzidas por terremotos durante décadas.

O núcleo interno, sólido e composto basicamente por ferro e níquel, está localizado a mais de 5 mil quilômetros abaixo da superfície. Ele é crucial para a formação do campo magnético terrestre, estando envolvido por uma camada externa líquida.

Até pouco tempo, acreditava-se que o núcleo interno girava levemente mais rápido que a crosta. Porém, estudos indicam que essa velocidade desacelerou a partir de 2010, levando a essa aparente rotação reversa em relação às camadas externas do planeta.

Esse movimento incomum foi detectado ao comparar sinais sísmicos de terremotos ocorridos em regiões similares, permitindo captar pequenas variações no comportamento interno da Terra.

Especialistas explicam que o fenômeno pode fazer parte de um ciclo natural que se repete a cada 60 ou 70 anos. Ele estaria relacionado à interação gravitacional entre o núcleo, o manto e a camada líquida que circunda o centro do planeta.

Apesar da relevância da descoberta, os pesquisadores garantem que essa alteração não traz riscos à vida na superfície, pois seu impacto prático sobre a duração dos dias é mínimo, alterando apenas frações de milissegundos.

Via Danuzio News

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.