Mineral vermelho tóxico encontrado em sepultura dupla com mulheres de nearly 2 mil anos na Ucrânia

Descoberto cinábrio em enterro duplo feminino de 1,9 mil anos na Ucrânia, revelando práticas antigas da cultura cita.
16/03/2026 às 13:21 | Atualizado há 5 horas
               
Pigmento vermelho na Ucrânia pode ter preservado corpos, apesar do uso ainda incerto. (Imagem/Reprodução: Revistagalileu)

Pesquisadores da Polônia e Ucrânia encontraram fragmentos do mineral tóxico cinábrio em uma sepultura datada de aproximadamente 1,9 mil anos. A tumba continha os restos de duas mulheres da cultura cita, localizadas às margens do rio Dnieper, na Ucrânia.

O cinábrio, um pigmento vermelho intenso e tóxico, era utilizado em civilizações antigas para tintas e possivelmente para retardar a decomposição dos corpos. A presença do mineral sugere práticas funerárias complexas e possivelmente rituais, evidenciando o uso de pigmentos em objetos e cosméticos.

A cultura cita habitou territórios da Eurásia entre 800 a.C. e 300 d.C., realizando enterros múltiplos em criptas. A descoberta amplia o conhecimento sobre os usos do cinábrio e sua importância cultural e funerária nessa antiga civilização nômade.

Pesquisadores da Polônia e Ucrânia relataram a descoberta de fragmentos vermelhos de cinábrio em uma sepultura datada de 1.900 anos, associada a duas mulheres da civilização cita. Este mineral de sulfeto de mercúrio, apesar de sua toxicidade, foi amplamente usado em civilizações antigas por sua cor vermelha intensa, especialmente para tintas.

As mulheres, uma com idade estimada entre 35 e 45 anos e outra entre 18 e 20, foram encontradas no cemitério Chervony Mayak, às margens do rio Dnieper, na Ucrânia. O cinábrio pode ter servido para retardar a decomposição dos corpos, embora sua função exata ainda seja incerta. Outros usos do pigmento em sociedades antigas incluem pinturas corporais, objetos rituais e cosméticos.

A cultura cita viveu entre 800 a.C. e 300 d.C., habitando regiões da Eurásia, como Rússia, Ucrânia e Cazaquistão. Eram comuns os enterros múltiplos em criptas que podiam ser reabertas por décadas para novos sepultamentos, prática confirmada nas escavações do sítio arqueológico. O cinábrio foi identificado em três túmulos femininos entre 177 analisados, sugerindo um uso possivelmente ligado a rituais ou cuidados funerários.

Embora o mineral seja tóxico, principalmente quando inalado aquecido, não há evidências de que os grupos da época conhecessem seus riscos. Em outros achados femininos citas, pigmentos minerais aparecem em recipientes usados para cosméticos, indicando que o cinábrio poderia ter também um papel além do funerário.

Essas descobertas ampliam o entendimento sobre os usos do cinábrio no passado e evidenciam práticas complexas dessa cultura nômade.

Via Galileu

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