Como a Motorola tenta conquistar usuários do iPhone no Brasil

Motorola investe em celulares intermediários e premium para ampliar mercado e atrair usuários do iPhone no Brasil.
16/03/2026 às 19:48 | Atualizado há 9 horas
               
Texto incompleto e confuso, precisa ser revisado para transmitir a mensagem claramente. (Imagem/Reprodução: Braziljournal)

A Motorola mudou sua estratégia para ampliar sua presença no mercado brasileiro de smartphones. Depois de concentrar esforços na linha intermediária Moto G, que conquistou 31% do mercado local, a empresa busca crescimento no segmento premium com a linha Signature, focada em câmeras avançadas e design moderno.

Essa nova abordagem visa atrair usuários do iPhone, oferecendo opções mais acessíveis e também modelos de luxo como o Razr, líder em celulares dobráveis. A estratégia inclui parcerias de design, eventos esportivos e o respaldo da Lenovo para enfrentar desafios como a escassez de chips.

Com essa movimentação, a Motorola busca consolidar sua posição como vice-líder no mercado e aumentar sua fatia no segmento ultra premium, considerado promissor pelas projeções da IDC para os próximos anos.

Antes de 2018, a Motorola Mobility, atualmente parte da Lenovo, tentava competir com os celulares ultra premium da Apple e Samsung, mas sem sucesso. O domínio desses concorrentes limitava o crescimento da Motorola no segmento topo de linha.

Com a chegada do brasileiro Sérgio Buniac como CEO global, a empresa mudou o foco para a linha intermediária Moto G, com preços entre R$ 600 e R$ 1.400, que vinha ganhando participação nos mercados emergentes do Brasil e México. Essa estratégia consolidou a Motorola como vice-líder no Brasil, com 31% do mercado, atrás da Samsung, que detém 45%.

Agora, a Motorola busca expansão no mercado ultra premium com a nova linha Signature, com preços ao redor de R$ 9 mil e câmeras avançadas. O segmento é estimado pela IDC em 112 milhões de unidades para 2026, cerca de 10% do mercado total de celulares.

A empresa já lidera a categoria de celulares dobráveis com a marca Razr, embora esse mercado represente apenas 3% das vendas globais, segundo a IDC. A popularização dos modelos premium como a linha Edge, alvo também do setor corporativo, contribuiu para o aumento da receita da Motorola nesse nicho, chegando a representar 30% do faturamento em alguns mercados.

Rodrigo Vidigal, CEO da Motorola no Brasil, destaca que a estratégia é crescer com consistência, apostando também em design e estilos em parceria com a Pantone, além de patrocínios em eventos como Fórmula 1 e Copa do Mundo. Apesar dos desafios, como a escassez global de chips, a ligação com a Lenovo ajuda a minimizar os impactos nos custos de produção.

Via Brazil Journal

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.