PGR denuncia Bacellar, TH Joias e desembargador por obstrução de investigações da Polícia Federal

PGR denuncia Bacellar, TH Joias e desembargador por obstrução das investigações da PF relacionadas ao Comando Vermelho.
16/03/2026 às 20:43 | Atualizado há 8 horas
               
PGR denuncia presidente afastado da ALERJ e outros por possíveis irregularidades. (Imagem/Reprodução: Noticiabrasil)

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Rodrigo Bacellar, presidente afastado da ALERJ, o ex-deputado TH Joias e o desembargador Macário Júdice Neto por obstrução das investigações da Polícia Federal ligadas ao Comando Vermelho.

Segundo a acusação, Bacellar e TH Joias usaram cargos públicos para proteger interesses da facção criminosa, enquanto o desembargador vazou informações da Operação Zargun, facilitando a fuga de TH Joias.

TH Joias está preso desde setembro por intermediação na compra e venda de armas. A denúncia aguarda análise do Judiciário para decidir se os envolvidos se tornam réus.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ), Rodrigo Bacellar, o ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, e o desembargador Macário Júdice Neto por obstrução das investigações da Polícia Federal (PF) relacionadas ao Comando Vermelho (CV).

Segundo a denúncia, Bacellar e TH Joias utilizaram seus cargos públicos para impedir a justiça e proteger interesses da facção criminosa. O documentário aponta que o desembargador vazou informações sigilosas da Operação Zargun, que tinha TH Joias como alvo principal. Essa ação permitiu que TH Joias escapasse antes da chegada da polícia, que apreendeu computadores e mídias do gabinete do então deputado na ALERJ.

TH Joias está preso desde setembro, acusado de intermediar a compra e venda de armas para o Comando Vermelho. A denúncia aguarda análise do Judiciário para definir se os envolvidos virarão réus.

A defesa do desembargador contestou a acusação, afirmando que a denúncia contém dados incongruentes que não justificam o pedido de prisão. Bacellar permanece licenciado da ALERJ desde dezembro e esteve preso por uma semana suspeito de vazar informações sobre a operação da PF. O comando da ALERJ segue temporariamente com o vice Guilherme Delaroli (PL).

Mensagens divulgadas pela Polícia Federal mostram uma relação próxima entre Bacellar e o desembargador, com trocas de declarações afetuosas. O ministro do STF Alexandre de Moraes usou essas mensagens para ordenar a prisão do desembargador, destacando a confiança e lealdade entre os dois.

Via Sputnik Brasil

Sem tags disponíveis.
Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.