Um estudo publicadona revista Nature Astronomy mediu pela primeira vez a velocidade e a direção de um buraco negro em movimento após a fusão de dois buracos negros. O objeto foi lançado a cerca de 180 mil km/h após a colisão entre buracos com massas diferentes, detectada pelo sinal GW190412.
A análise das ondas gravitacionais revelou que a emissão assimétrica dessas ondas causa um impulso que impulsiona o buraco negro resultante na direção oposta, permitindo que ele escape de aglomerados globulares densos. O estudo utilizou modos de ordem superior para mapear a trajetória do buraco negro e relacioná-la ao momento angular do sistema antes da fusão.
Essa descoberta reforça a importância das ondas gravitacionais para entender o movimento e o comportamento dos buracos negros após fusões. Com avanços nos detectores, será possível construir mapas mais detalhados da dinâmica desses corpos no universo.
Um estudo publicado na revista Nature Astronomy divulgou a primeira medição da velocidade e da direção do movimento de um buraco negro após uma fusão. O objeto foi lançado pelo espaço a cerca de 180 mil quilômetros por hora, resultado da colisão entre dois buracos negros com massas diferentes, detectada pelo sinal GW190412. Essa assimetria ampliou a precisão dos dados coletados.
A análise detalhou as ondas gravitacionais emitidas pela fusão, que causam um impulso conhecido como recuo. Esse efeito ocorre porque a emissão das ondas não é uniforme, fazendo com que o buraco negro resultante seja impulsionado em sentido contrário. A velocidade alcançada é suficiente para que ele escape de ambientes densos, como aglomerados globulares.
O estudo, liderado por Juan Calderón-Bustillo, da Universidade de Santiago de Compostela, utilizou componentes sutis das ondas gravitacionais, chamados modos de ordem superior, para mapear a trajetória do buraco negro em relação à Terra. O movimento também foi relacionado ao momento angular do sistema antes da fusão, ajudando a entender a geometria do evento.
Este avanço na observação reforça o papel das ondas gravitacionais como ferramenta essencial para acompanhar o comportamento dos buracos negros após fusões e pode ajudar a identificar sinais ligados ao impacto do recuo, especialmente em regiões ricas em gás. Com a melhora dos detectores e o aumento das observações, espera-se construir mapas mais detalhados da dinâmica desses corpos celestes no universo.
Via Olhar Digital