Petrobras compra participação em campos vendidos no governo anterior e impede aquisição da Brava

Petrobras exerce direito de preferência e retoma participação em campos da Bacia de Campos, frustrando negociação da Brava Energia.
17/03/2026 às 06:41 | Atualizado há 4 dias
               
Petrobras compra 50% da Brava Energia, exercendo direito de preferência com Petronas. (Imagem/Reprodução: Braziljournal)

A Petrobras usou seu direito de preferência para adquirir 50% da participação da Petronas nos campos Tartaruga Verde e Espadarte Módulo III, interrompendo o plano de aquisição da Brava Energia. A compra, no valor de US$ 450 milhões, reverte uma venda feita em 2019 durante o governo Bolsonaro. Com isso, a estatal recupera o controle total desses ativos na Bacia de Campos.

Essa movimentação reforça o discurso atual da Petrobras de expansão e crítica às privatizações anteriores. A Brava Energia, que buscava ampliar sua produção e reduzir dívidas, teve seu acordo frustrado. A operação ocorre em um contexto de alta do preço do petróleo e sem aumento da alavancagem financeira da Petrobras.

A Petrobras usou seu direito de preferência para comprar a participação de 50% da Petronas nos campos Tartaruga Verde e Espadarte Módulo III, interrompendo o acordo que a Brava Energia planejava. A aquisição, avaliada em US$ 450 milhões, representa uma parcela pequena em termos de produção, mas carrega peso político por reverter uma venda feita em 2019 no governo Bolsonaro.

Na época, a estatal havia vendido essa fatia à Petronas por US$ 1,29 bilhão, mantendo outra metade e o controle operacional dos campos. Com essa compra, a Petrobras recupera 100% desses ativos na Bacia de Campos, reforçando o discurso atual de expansão da empresa e crítica às privatizações anteriores.

A Brava Energia contava com essa transação para ampliar sua produção e reduzir dívidas, especialmente após produzir 73,8 mil barris diários em janeiro. O negócio seria o primeiro pacto assinado pelo CEO Richard Kovacs, focado em gestão mais ativa do portfólio e aquisições estratégicas.

Apesar de o valor não impactar significativamente os números da Petrobras, acompanha o cenário de alta do preço do petróleo Brent e o momento político que fortalece a posição da estatal contra desinvestimentos. O pagamento será parcelado entre assinatura, fechamento e 12 e 24 meses depois, com ajuste pela data retroativa de 1º de junho de 2025.

Analistas indicam que a operação pode ser feita sem aumento da alavancagem financeira. A CEO Magda Chambriard reforça um discurso crítico a privatizações, alinhado com declarações recentes do ministro de Minas e Energia, que qualificou as vendas anteriores como prejudiciais aos ativos nacionais.

Via Brazil Journal

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