Um estudo da Universidade de Bristol revelou que bebês com menos de um ano já demonstram sinais iniciais de mentira. A pesquisa mostrou que, a partir dos 10 meses, cerca de 25% das crianças apresentam comportamento enganoso, número que cresce para 50% aos 17 meses.
A análise, feita com mais de 750 famílias de países como Reino Unido, EUA, Austrália e Canadá, mostrou que esse comportamento surge de forma gradual e se torna mais complexo com o tempo. Antes mesmo de falar, os bebês usam estratégias simples, como esconder objetos, para enganar.
Com o desenvolvimento da fala, por volta dos dois anos, a mentira passa a incluir respostas verbais básicas. Aos três, as crianças já elaboram histórias e omitem informações, acompanhando o avanço da linguagem e a compreensão do pensamento alheio.
Um estudo realizado pela Universidade de Bristol, no Reino Unido, revela que bebês com menos de um ano já apresentam sinais primários de comportamento enganoso. A pesquisa, publicada na revista Cognitive Development, aponta que cerca de 25% das crianças começam a demonstrar indícios de comportamento enganoso por volta dos 10 meses, e esse número sobe para 50% aos 17 meses.
A análise envolveu entrevistas com mais de 750 famílias do Reino Unido, Estados Unidos, Austrália e Canadá. Os resultados mostram que o comportamento enganoso não surge abruptamente, mas se desenvolve de forma gradual e cada vez mais complexa durante a infância.
Antes do domínio da fala, bebês já adotam estratégias simples de dissimulação, como esconder objetos ou evitar ser vistos consumindo alimentos proibidos, atitudes que não dependem da linguagem. A pesquisa se baseou também em estudos com chimpanzés e aves, sugerindo que o comportamento enganoso pode ser instintivo e anterior ao desenvolvimento verbal.
Aos dois anos, a mentira começa a envolver respostas verbais básicas, como negar algo feito. Com três anos, as crianças elaboram histórias ou omitem informações, mostrando avanços ligados ao desenvolvimento da linguagem e à compreensão de que outras pessoas têm pensamentos próprios.
De forma geral, o estudo indica que o comportamento enganoso é frequente e parte natural do crescimento, visto que metade das crianças capazes de enganar anunciou ter feito algo assim no dia anterior.
Via Revista Galileu