A Lycra, fabricante global de tecidos elásticos, entrou com pedido de recuperação judicial em Houston, Texas, devido a uma dívida de US$ 1,2 bilhão. A empresa planeja reestruturar suas finanças com o apoio dos credores para manter suas operações.
Os credores concordaram em aportar US$ 75 milhões e eliminar a maior parte da dívida existente. A recuperação judicial não afetará clientes ou funcionários, e o processo deve ser concluído em até 45 dias.
Fundada em 1958, a Lycra enfrentou desafios após sua compra pela chinesa Ruyi Textile, incluindo queda na demanda e concorrência acirrada. Apesar da crise, mantém presença em vários continentes com oito fábricas e cerca de 2 mil funcionários.
The Lycra Company, fabricante reconhecida de spandex e tecidos elásticos, protocolou pedido de recuperação judicial em Houston, Texas, enfrentando uma dívida de US$ 1,2 bilhão. A empresa, que tem origem em 1958 e foi pioneira na produção de spandex, passará por reestruturação com apoio de seus credores para reduzir o endividamento e manter as operações.
Segundo documentos do tribunal, os credores concordaram em aportar US$ 75 milhões em novo financiamento e eliminar a maior parte dos US$ 1,53 bilhão em dívida atual. A companhia informou que o processo não afetará suas operações, clientes, fornecedores ou colaboradores, e espera concluir a recuperação judicial em até 45 dias.
A empresa, sediada em Wilmington, Delaware, foi adquirida em 2019 pela chinesa Ruyi Textile e pela Fashion International Group Limited. Após a aquisição, a Lycra enfrentou desafios como queda de demanda, aumento da concorrência com produtos genéricos mais baratos, tarifas nos EUA e disputas judiciais com antigos proprietários na China.
Os credores assumiram o controle em 2022 depois do não pagamento da dívida, mas a empresa continuou apresentando resultados abaixo do esperado. Com oito fábricas, três centros de pesquisa e 2 mil funcionários globalmente, a Lycra mantém presença significativa na América do Norte, Europa, Ásia e América do Sul.
Via InfoMoney