Brasil monitora presença de tropas dos EUA no Paraguai e riscos à soberania

Brasil avalia impacto da presença militar dos EUA no Paraguai próximo à fronteira e suas possíveis consequências.
17/03/2026 às 19:02 | Atualizado há 22 horas
               
Paraguai autoriza tropas dos EUA para combater narcotráfico na região. (Imagem/Reprodução: Noticiabrasil)

O Congresso do Paraguai aprovou um acordo que autoriza a presença de tropas dos Estados Unidos no país, visando o combate ao narcotráfico, sem fiscalização local. O acordo inclui a instalação de um centro antiterrorista operado pelo FBI e permite o trânsito livre de veículos e militares norte-americanos.

A movimentação gerou preocupação em Brasília devido à proximidade da fronteira, que tem quase 1.370 km, e ao fato de contratistas vinculados a empresas militares privadas dos EUA circularem sem controle. Há ainda o risco de ações militares baseadas na classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas pelos EUA.

Especialistas alertam que a estratégia dos EUA visa pressionar o Brasil em temas de soberania e garantir acesso a recursos estratégicos, como terras raras, ampliando sua influência militar na América do Sul e causando inquietação no governo brasileiro.

O Congresso do Paraguai aprovou quase por unanimidade um acordo que autoriza a presença de tropas dos Estados Unidos no país, sob o argumento de combate ao narcotráfico. O acordo, firmado entre os presidentes Santiago Peña e Donald Trump em dezembro de 2025, permite que militares norte-americanos transitem livremente no território paraguaio, inclusive com aeronaves e veículos, sem fiscalização local. Além disso, foi firmado um pacto para a instalação de um centro antiterrorista operado pelo FBI.

Com a fronteira de quase 1.370 km entre Brasil e Paraguai, essa movimentação gerou preocupação em Brasília. Nos bastidores, o governo brasileiro avalia a situação via Itamaraty, enquanto especialistas alertam para riscos reais à soberania nacional. Um ponto levantado é a permissão para a entrada de contratistas, considerados mercenários vinculados a empresas militares privadas dos EUA, que não estariam sujeitos às leis paraguaias e circulam com equipamentos militares sem inspeção.

Além disso, o governo norte-americano planeja classificar facções criminosas brasileiras como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Tal classificação poderia justificar ações militares em território brasileiro com base em legislação dos EUA para proteger sua segurança.

Especialistas também destacam que, para os Estados Unidos, o objetivo inclui pressionar o presidente Lula em questões de soberania e garantir acesso a riquezas brasileiras, como as terras raras. A presença militar próxima à fronteira faz parte de uma estratégia de projeção de poder na América do Sul, que inclui outros países da região e inquieta setores do governo brasileiro.

Via Sputnik Brasil

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.