Astrônomos observam colisão entre planetas a 11 mil anos-luz da Terra

Astrônomos identificam colisão planetária a 11 mil anos-luz, revelando formação de detritos e nuvem de poeira no sistema Gaia20ehk.
18/03/2026 às 10:01 | Atualizado há 9 horas
               
Colisões planetárias raras revelam segredos sobre a formação de luas no universo. (Imagem/Reprodução: Olhardigital)

Astrônomos detectaram a colisão entre dois planetas no sistema da estrela Gaia20ehk, localizada a cerca de 11 mil anos-luz da Terra. A queda abrupta na luminosidade da estrela, observada desde 2016, foi causada por uma grande quantidade de poeira e fragmentos rochosos gerados pelo choque planetário.

A equipe da Universidade de Washington acompanhou o fenômeno com diversos telescópios, registrando uma nuvem densa de detritos aquecidos. Esses detritos orbitam a estrela numa região similar à distância entre a Terra e o Sol, podendo levar à formação de um novo sistema planeta-lua.

Essa descoberta é rara para sistemas maduros e tem implicações importantes para a busca por vida extraterrestre, pois uma lua pode influenciar a estabilidade e as condições ambientais de um planeta. Estudar mais eventos assim ajuda a entender a frequência dessas colisões na galáxia.

Astrônomos detectam colisão entre planetas no sistema da estrela Gaia20ehk, situada a cerca de 11 mil anos-luz da Terra. Até 2016, a estrela apresentava luminosidade estável, mas passou a exibir quedas abruptas, intensificadas em 2021. Estudos revelam que essas oscilações resultam de uma grande quantidade de poeira e fragmentos rochosos provocados por um choque planetário.

A equipe da Universidade de Washington, liderada por Anastasios Tzanidakis, acompanhou o fenômeno utilizando diversos telescópios, capturando dados quase em tempo real. A colidência entre dois planetas gerou uma nuvem densa de detritos aquecidos, responsável pela diminuição da luz visível e pelo aumento da emissão infravermelha, indicando temperaturas elevadas.

Esse tipo de evento, comum em sistemas planetários jovens, é raro em sistemas maduros como Gaia20ehk. Os detritos orbitam a estrela numa distância similar à existente entre Terra e Sol, o que permite a possibilidade de formação futura de um novo sistema planeta-lua, semelhante ao processo que criou nosso satélite natural há cerca de 4,5 bilhões de anos.

A descoberta também tem implicações para a busca por vida extraterrestre, já que a presença de uma lua influencia a estabilidade de um planeta, afetando fatores como clima, marés e dinâmica geológica. Observar mais eventos desse tipo ajudará a entender a frequência com que colisões formadoras de luas ocorrem na galáxia e quais sistemas planetários possuem condições próximas às da Terra.

Via Olhar Digital

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