Copom e FED analisam impacto da alta do petróleo nas decisões econômicas

Copom e FED revelam como a alta do petróleo afeta juros e inflação no Brasil e nos EUA.
18/03/2026 às 11:01 | Atualizado há 2 dias
               
Notícias e indicadores-chave marcam a super quarta-feira, impactando os preços dos ativos. (Imagem/Reprodução: Forbes)

As reuniões do Copom e do FOMC nesta quarta-feira ocorrem em meio ao aumento dos preços do petróleo, impulsionado pela guerra no Irã. Isso mudou as expectativas do mercado, reduzindo a probabilidade de cortes expressivos na taxa Selic no Brasil. O petróleo Brent ultrapassou US$ 100 por barril devido ao fechamento do Estreito de Ormuz e ameaças do Irã.

O cenário levou a uma elevação nas projeções de inflação e juros no Brasil, com o Relatório Focus apontando maior expectativa para a Selic em 2026. Bancos internacionais ajustaram suas previsões, sinalizando cortes menores na taxa básica de juros. Nos EUA, a expectativa é de manutenção da taxa entre 3,50% e 3,75%, com baixa probabilidade de alta.

O mercado financeiro segue atento às decisões monetárias, que influenciam na oscilação dos índices diante da incerteza provocada pelo conflito no Oriente Médio e o impacto global da alta do petróleo.

As reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) e do Federal Open Market Committee (Fomc) ocorrem nesta quarta-feira, 18 de março, em um cenário afetado pela guerra no Irã, que elevou os preços do petróleo. O impacto da alta do petróleo transformou expectativas, reduzindo a probabilidade de cortes expressivos na taxa Selic. Antes do conflito, a chance de redução em 0,50 ponto percentual estava em 83%; agora, caiu para 14%, enquanto um corte menor de 0,25 ponto sobe para 64%. O Brent fechou recentemente acima dos US$ 100 por barril, resultado do fechamento do Estreito de Ormuz e das ameaças do Irã de suspender exportações da região.

Com o aumento dos preços do petróleo, as projeções do mercado para a inflação e juros também pioraram. O Relatório Focus do Banco Central indica elevação na expectativa para a Selic em 2026, de 12,13% para 12,25%, e a inflação esperada volta a ficar acima de 4%. Bancos como Goldman Sachs, BNP Paribas e Citi ajustaram suas previsões, prevendo cortes menores na taxa básica de juros brasileiros, enquanto o JP Morgan mantém expectativa de corte maior, considerando o choque do petróleo transitório.

Nos Estados Unidos, a expectativa para o Fomc é de manutenção da taxa entre 3,50% e 3,75%, com 98,9% de probabilidade. A possibilidade de alta nos juros é baixa, em torno de 1,1%. A incerteza está na comunicação sobre os próximos passos da política monetária, sobretudo diante do impacto global da alta do petróleo.

O mercado financeiro permanece atento, com índices e fundos acompanhando as decisões das autoridades monetárias. Os processos seguem gerando oscilações, refletindo o cenário de riscos e dúvidas ampliadas pelo conflito no Oriente Médio.

Via Forbes Brasil

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